1989
Anexo FAU-USP
institucional
Local: São Paulo/SP
Área do Terreno: 8.640m²
Área Construída: 5.160m²
Autores: Plínio Croce, Roberto Aflalo e Gian Carlo Gasperini
Vencedor de um concurso realizado internamente na FAU-USP entre equipes necessariamente coordenadas por professores da instituição (com a possibilidade de participação dos estudantes), este projeto responde ao objetivo de desafogar o edifício principal ao abrigar oficinas e laboratórios, além de dar destino a uma verba de U$ 700 mil liberada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Diante do prazo apertado, apenas 30 dias, foram registrados 25 inscritos (25% dos professores da escola) e 17 propostas entregues. Estas foram avaliadas por um júri composto por Eduardo Corona, Eduardo Kneese de Mello, Jon Maitrejean, João Carlos Cauduro e Décio Tozzi, grupo que destacou ainda os projetos de Arnaldo Martino, Bruno Padovano e José Cláudio Gomes. Entre os concorrentes, havia nomes como Siegbert Zanettini, Cândido Malta, Lúcio Gomes Machado e Silvio Sawaya.
As ideias apresentadas podem ser divididas em três grupos: as que pretendiam preservar a imagem do prédio principal e, por isso, sugeriam o anexo enterrado; as que adotavam uma lógica urbanística, prevendo, por exemplo, flexibilidade e expansão do prédio; e as que atribuíam identidade própria ao novo edifício – caso do projeto vencedor, liderado por Gian Carlo Gasperini.
Segundo pesquisa realizada por Valéria Cássia do Santos para sua dissertação de mestrado Concursos de Arquitetura em São Paulo, defendida na FAU-USP em 2002, “o projeto vencedor apresenta uma grande diagonal que compõe o gesto arquitetônico, demarcando o diálogo entre dois tempos de linguagem – o edifício de Artigas e o anexo avermelhado. Segundo seus autores, estaria baseado num processo dialético entre o antigo e o novo. Gasperini classificou seu projeto como um edifício industrial para laboratórios e oficinas, técnico e de programa diferente do edifício de Artigas, por isso optou por estruturas de pré-moldado (…).” No entanto, há semelhanças entre ambos, como o vocabulário brutalista, a forte geometria, as rampas e a iluminação zenital. A intenção gregária também se manifesta por meio do anfiteatro.
Dois elementos do projeto apresentado, marcado por duas fachadas com grandes brises verticais de concreto, não foram executados: a passarela que ligaria os dois prédios e o tom avermelhado.
Colaboradores:
Texto: Marianne Wenzel
1989
Anexo FAU-USP
institucional
Local: São Paulo/SP
Área do Terreno: 8.640
Área Construída: 5.160
Autores: Plínio Croce, Roberto Aflalo e Gian Carlo Gasperini
Vencedor de um concurso realizado internamente na FAU-USP entre equipes necessariamente coordenadas por professores da instituição (com a possibilidade de participação dos estudantes), este projeto responde ao objetivo de desafogar o edifício principal ao abrigar oficinas e laboratórios, além de dar destino a uma verba de U$ 700 mil liberada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Diante do prazo apertado, apenas 30 dias, foram registrados 25 inscritos (25% dos professores da escola) e 17 propostas entregues. Estas foram avaliadas por um júri composto por Eduardo Corona, Eduardo Kneese de Mello, Jon Maitrejean, João Carlos Cauduro e Décio Tozzi, grupo que destacou ainda os projetos de Arnaldo Martino, Bruno Padovano e José Cláudio Gomes. Entre os concorrentes, havia nomes como Siegbert Zanettini, Cândido Malta, Lúcio Gomes Machado e Silvio Sawaya.
As ideias apresentadas podem ser divididas em três grupos: as que pretendiam preservar a imagem do prédio principal e, por isso, sugeriam o anexo enterrado; as que adotavam uma lógica urbanística, prevendo, por exemplo, flexibilidade e expansão do prédio; e as que atribuíam identidade própria ao novo edifício – caso do projeto vencedor, liderado por Gian Carlo Gasperini.
Segundo pesquisa realizada por Valéria Cássia do Santos para sua dissertação de mestrado Concursos de Arquitetura em São Paulo, defendida na FAU-USP em 2002, “o projeto vencedor apresenta uma grande diagonal que compõe o gesto arquitetônico, demarcando o diálogo entre dois tempos de linguagem – o edifício de Artigas e o anexo avermelhado. Segundo seus autores, estaria baseado num processo dialético entre o antigo e o novo. Gasperini classificou seu projeto como um edifício industrial para laboratórios e oficinas, técnico e de programa diferente do edifício de Artigas, por isso optou por estruturas de pré-moldado (…).” No entanto, há semelhanças entre ambos, como o vocabulário brutalista, a forte geometria, as rampas e a iluminação zenital. A intenção gregária também se manifesta por meio do anfiteatro.
Dois elementos do projeto apresentado, marcado por duas fachadas com grandes brises verticais de concreto, não foram executados: a passarela que ligaria os dois prédios e o tom avermelhado.
Colaboradores:
Texto: Marianne Wenzel


















