2001

Jatobá Green Building

escritório

Local: São Paulo/SP
Área do Terreno: 3.570m²
Área Construída: 14.255m²
Autores: Luiz Felipe Aflalo Herman, Roberto Aflalo e Gian Carlo Gasperini.

Localizado entre a Avenida Luís Carlos Berrini e a Marginal Pinheiros, o Jatobá Green Building foi pensado sob a ótica da sustentabilidade. O prédio nasceu com a premissa de ser baixo — comparado às outras torres corporativas da região — para que pudesse ter lajes espaçosas, com cerca de 1600 m2, e ocupar o máximo possível do terreno em uma rua estreita. Apesar disso, há amplos espaços livres no térreo, a exemplo da praça de recepção no acesso principal, criados para qualificar o espaço urbano do entorno. Entre os elementos sustentáveis, destacam-se as fachadas, desenvolvidas a partir de um estudo sobre a orientação solar para que o aproveitamento da luz natural pudesse ser maximizado e, dessa forma, reduzir o consumo de energia elétrica. Então, a equipe, liderada pelo arquiteto Luis Felipe Aflalo Herman, apostou em fachadas diferentes no mesmo projeto. Aquelas voltadas para o leste e oeste são fechadas até a metade com vidro branco leitoso — material com alto poder de reflexão para reduzir a incidência do sol — e o restante com vidro transparente. Como as aberturas voltadas para o norte recebem o sol com menos intensidade, foram revestidas com faixas de vidro incolor e protegidas com brise-soleils horizontais, que permitem a entrada de luz e ventilação. As faixas de vidro marrom atuam como se fossem shadow boxes de madeira. A iluminação artificial, por sua vez, é toda dimerizada e, conforme a luz externa entra nos ambientes, as lâmpadas se apagam automaticamente, eliminando o desperdício de energia. A escolha do vidro como material predominante na fachada também está alinhada à premissa da sustentabilidade. Em uma cidade como São Paulo, com alto índice de poluição do ar, o vidro é um material que garante longevidade à construção já que o monóxido de carbono é prejudicial para superfícies porosas. Com aberturas para duas ruas, o térreo exibe uma farta vegetação com paisagismo assinado por Isabel Duprat, incluindo um imponente jatobá, que dá nome ao prédio. Uma curiosidade é que os arquitetos reservaram parte do andar térreo para um escritório, o que é algo incomum em prédios corporativos. Mas, o diferencial é que as árvores ao redor garantem uma atmosfera acolhedora ao espaço, que foi um dos primeiros a serem locados assim que o empreendimento ficou pronto. Do outro lado, há um auditório, que pode ser integrado com a área externa por meio de painéis deslizantes, o que também garante um caráter inusitado ao projeto. O ambiente recebeu também um painel criado pela ceramista nipo-brasileira Kimi Nii. Já o rooftop ficou reservado para o lazer e relaxamento, com um jardim de jabuticabeiras, pista de caminhada, horta e lounges com pufes. Além disso, como o prédio é baixo, foi possível instalar condensadoras de ar-condicionado na cobertura, liberando espaço nos andares. O esforço em desenvolver estratégias de controle de incidência solar, aliadas a outras iniciativas sustentáveis, garantiu a certificação Leed Gold ao projeto, concedida pelo Green Building Council.

Colaboradores:
      Coordenadores: Alfredo Del Bianco / Milene Abla. Equipe: Fabio Rakauskas, André Vieira, Letícia Lima, Márcia Assumpção.

Plantas e cortes: download PDF

2001

Jatobá Green Building

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Local: São Paulo/SP
Área do Terreno: 3.570
Área Construída: 14.255
Autores: Luiz Felipe Aflalo Herman, Roberto Aflalo e Gian Carlo Gasperini.

Localizado entre a Avenida Luís Carlos Berrini e a Marginal Pinheiros, o Jatobá Green Building foi pensado sob a ótica da sustentabilidade. O prédio nasceu com a premissa de ser baixo — comparado às outras torres corporativas da região — para que pudesse ter lajes espaçosas, com cerca de 1600 m2, e ocupar o máximo possível do terreno em uma rua estreita. Apesar disso, há amplos espaços livres no térreo, a exemplo da praça de recepção no acesso principal, criados para qualificar o espaço urbano do entorno. Entre os elementos sustentáveis, destacam-se as fachadas, desenvolvidas a partir de um estudo sobre a orientação solar para que o aproveitamento da luz natural pudesse ser maximizado e, dessa forma, reduzir o consumo de energia elétrica. Então, a equipe, liderada pelo arquiteto Luis Felipe Aflalo Herman, apostou em fachadas diferentes no mesmo projeto. Aquelas voltadas para o leste e oeste são fechadas até a metade com vidro branco leitoso — material com alto poder de reflexão para reduzir a incidência do sol — e o restante com vidro transparente. Como as aberturas voltadas para o norte recebem o sol com menos intensidade, foram revestidas com faixas de vidro incolor e protegidas com brise-soleils horizontais, que permitem a entrada de luz e ventilação. As faixas de vidro marrom atuam como se fossem shadow boxes de madeira. A iluminação artificial, por sua vez, é toda dimerizada e, conforme a luz externa entra nos ambientes, as lâmpadas se apagam automaticamente, eliminando o desperdício de energia. A escolha do vidro como material predominante na fachada também está alinhada à premissa da sustentabilidade. Em uma cidade como São Paulo, com alto índice de poluição do ar, o vidro é um material que garante longevidade à construção já que o monóxido de carbono é prejudicial para superfícies porosas. Com aberturas para duas ruas, o térreo exibe uma farta vegetação com paisagismo assinado por Isabel Duprat, incluindo um imponente jatobá, que dá nome ao prédio. Uma curiosidade é que os arquitetos reservaram parte do andar térreo para um escritório, o que é algo incomum em prédios corporativos. Mas, o diferencial é que as árvores ao redor garantem uma atmosfera acolhedora ao espaço, que foi um dos primeiros a serem locados assim que o empreendimento ficou pronto. Do outro lado, há um auditório, que pode ser integrado com a área externa por meio de painéis deslizantes, o que também garante um caráter inusitado ao projeto. O ambiente recebeu também um painel criado pela ceramista nipo-brasileira Kimi Nii. Já o rooftop ficou reservado para o lazer e relaxamento, com um jardim de jabuticabeiras, pista de caminhada, horta e lounges com pufes. Além disso, como o prédio é baixo, foi possível instalar condensadoras de ar-condicionado na cobertura, liberando espaço nos andares. O esforço em desenvolver estratégias de controle de incidência solar, aliadas a outras iniciativas sustentáveis, garantiu a certificação Leed Gold ao projeto, concedida pelo Green Building Council.

Colaboradores:
      Coordenadores: Alfredo Del Bianco / Milene Abla. Equipe: Fabio Rakauskas, André Vieira, Letícia Lima, Márcia Assumpção.

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