2007

EcoBerrini

escritório

Local: São Paulo/SP
Área do Terreno: 23.486m²
Área Construída: 92.475m²
Autores: Roberto Aflalo e Luiz Felipe Aflalo Herman

Implantado na Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, um dos principais eixos corporativos de São Paulo, o Eco Berrini foi concebido em um momento em que a sustentabilidade passou a orientar as decisões de projeto desde as etapas iniciais de desenvolvimento. Em vez de incorporar soluções ambientais ao edifício já definido, a equipe liderada pelo arquiteto Roberto Aflalo utilizou esses critérios para orientar escolhas relacionadas à implantação, às fachadas, aos sistemas prediais e ao uso dos recursos naturais.
O terreno já era parcialmente ocupado por um edifício de escritórios e garagens projetado pela aflalo/gasperini arquitetos décadas antes. A nova torre foi desenvolvida a partir do potencial construtivo remanescente da área, exigindo a ampliação do edifício-garagem existente e a construção de novos pavimentos destinados ao estacionamento. O acesso original de veículos foi preservado e passou a atravessar a base da torre, solução que deu origem a um grande pórtico sob o edifício e definiu a organização dos fluxos internos. Acima desse embasamento, os escritórios ocupam pavimentos com aproximadamente 1.800 metros quadrados, liberando o térreo para um lobby envidraçado com mais de vinte metros de altura.
O desempenho ambiental também orientou o desenho das fachadas. Executadas em painéis unitizados de vidro, elas foram divididas em três zonas entre o piso e o teto de cada pavimento: uma faixa central sempre transparente e áreas de peitoril e verga com diferentes níveis de transparência, ajustados de acordo com a orientação solar. A solução favorece o aproveitamento da luz natural e contribui para reduzir a carga térmica nos ambientes internos. No lobby, brises complementam a proteção contra a incidência direta do sol.
Além da envoltória, o projeto incorporou estratégias voltadas à redução do consumo de água e energia. O tratamento e o reaproveitamento de águas cinzas e pluviais abastecem a irrigação do paisagismo, as bacias sanitárias e parte do sistema de climatização. Vidros de alto desempenho, sistemas eficientes de ar-condicionado, geração de energia fotovoltaica na cobertura e especificação de materiais com menor impacto ambiental integram um conjunto de soluções desenvolvido para reduzir o consumo de recursos durante a operação do edifício.
Algumas escolhas também procuram estabelecer continuidade com a história do lugar. O lobby e os halls receberam revestimento em granito vermelho Capão, material utilizado para criar um diálogo com o edifício preexistente no terreno, enquanto a cobertura abriga um jardim e áreas de permanência voltadas para a paisagem da cidade.
As estratégias adotadas no Eco Berrini mostram como os critérios de desempenho ambiental passaram a influenciar decisões fundamentais da arquitetura, da implantação à definição das fachadas e dos sistemas construtivos. A certificação LEED Platinum consolidou esse processo, mas foi consequência de uma abordagem presente desde a concepção do projeto.

Colaboradores:
      Coordenadores: Milene Abla Scala, Grazzieli Gomes, Tania Yang, Luciana Barreiro. Arquitetos: Geane K. Natsumeda, Emiliana de Andrade, Natércio Cotês, Annelise Pellegrino, Rebeca Perrella, Matheus Gaspar, Eduardo Mizuka, Mariana Malufe, Reginaldo Okusako, Deborah Vasques, Sandra Nasser, Marcelo Fugimoto, Luis Rodolfo Lanfredi. Estagiários: Victor Mattos. Arquitetos 3D: Yuri Vital, Marcelo Nagai, José Messias, Daniela Mungai.

Plantas e cortes: download PDF

2007

EcoBerrini

escritório

Local: São Paulo/SP
Área do Terreno: 23.486
Área Construída: 92.475
Autores: Roberto Aflalo e Luiz Felipe Aflalo Herman

Implantado na Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, um dos principais eixos corporativos de São Paulo, o Eco Berrini foi concebido em um momento em que a sustentabilidade passou a orientar as decisões de projeto desde as etapas iniciais de desenvolvimento. Em vez de incorporar soluções ambientais ao edifício já definido, a equipe liderada pelo arquiteto Roberto Aflalo utilizou esses critérios para orientar escolhas relacionadas à implantação, às fachadas, aos sistemas prediais e ao uso dos recursos naturais.
O terreno já era parcialmente ocupado por um edifício de escritórios e garagens projetado pela aflalo/gasperini arquitetos décadas antes. A nova torre foi desenvolvida a partir do potencial construtivo remanescente da área, exigindo a ampliação do edifício-garagem existente e a construção de novos pavimentos destinados ao estacionamento. O acesso original de veículos foi preservado e passou a atravessar a base da torre, solução que deu origem a um grande pórtico sob o edifício e definiu a organização dos fluxos internos. Acima desse embasamento, os escritórios ocupam pavimentos com aproximadamente 1.800 metros quadrados, liberando o térreo para um lobby envidraçado com mais de vinte metros de altura.
O desempenho ambiental também orientou o desenho das fachadas. Executadas em painéis unitizados de vidro, elas foram divididas em três zonas entre o piso e o teto de cada pavimento: uma faixa central sempre transparente e áreas de peitoril e verga com diferentes níveis de transparência, ajustados de acordo com a orientação solar. A solução favorece o aproveitamento da luz natural e contribui para reduzir a carga térmica nos ambientes internos. No lobby, brises complementam a proteção contra a incidência direta do sol.
Além da envoltória, o projeto incorporou estratégias voltadas à redução do consumo de água e energia. O tratamento e o reaproveitamento de águas cinzas e pluviais abastecem a irrigação do paisagismo, as bacias sanitárias e parte do sistema de climatização. Vidros de alto desempenho, sistemas eficientes de ar-condicionado, geração de energia fotovoltaica na cobertura e especificação de materiais com menor impacto ambiental integram um conjunto de soluções desenvolvido para reduzir o consumo de recursos durante a operação do edifício.
Algumas escolhas também procuram estabelecer continuidade com a história do lugar. O lobby e os halls receberam revestimento em granito vermelho Capão, material utilizado para criar um diálogo com o edifício preexistente no terreno, enquanto a cobertura abriga um jardim e áreas de permanência voltadas para a paisagem da cidade.
As estratégias adotadas no Eco Berrini mostram como os critérios de desempenho ambiental passaram a influenciar decisões fundamentais da arquitetura, da implantação à definição das fachadas e dos sistemas construtivos. A certificação LEED Platinum consolidou esse processo, mas foi consequência de uma abordagem presente desde a concepção do projeto.

Colaboradores:
      Coordenadores: Milene Abla Scala, Grazzieli Gomes, Tania Yang, Luciana Barreiro. Arquitetos: Geane K. Natsumeda, Emiliana de Andrade, Natércio Cotês, Annelise Pellegrino, Rebeca Perrella, Matheus Gaspar, Eduardo Mizuka, Mariana Malufe, Reginaldo Okusako, Deborah Vasques, Sandra Nasser, Marcelo Fugimoto, Luis Rodolfo Lanfredi. Estagiários: Victor Mattos. Arquitetos 3D: Yuri Vital, Marcelo Nagai, José Messias, Daniela Mungai.

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