2010

Parque da Cidade

parque, escritório

Local: São Paulo/SP
Área do Terreno: 81.777m²
Área Construída: 595.930m²
Autores: Luiz Felipe Aflalo Herman e Roberto Aflalo Filho.

Implantado na Avenida das Nações Unidas, em uma área que passou por intensa transformação urbana nas últimas décadas, o Parque da Cidade foi concebido como um empreendimento de uso misto organizado a partir de um grande espaço livre. Em vez de distribuir os edifícios pelo terreno, o projeto definiu um parque linear como elemento estruturador do conjunto, estabelecendo um eixo de circulação, convivência e conexão entre os diferentes usos. Essa estratégia orientou a implantação das torres corporativas, edifícios residenciais, hotel e shopping, além de aproximar o complexo da dinâmica urbana do entorno.
O parque ocupa a diagonal do terreno e funciona como principal percurso de pedestres. Ao longo desse eixo, uma marquise conecta os acessos aos edifícios e cria áreas de permanência protegidas do sol e da chuva. Restaurantes, ciclovias, espelhos d’água, playground e espaços de estar distribuem-se ao longo do percurso, permitindo que moradores, trabalhadores e visitantes compartilhem a mesma área pública. Ao todo, cerca de 62 mil metros quadrados permanecem abertos à população, integrados a aproximadamente 22 mil metros quadrados de áreas verdes.
A implantação das torres também responde às condições ambientais do terreno. Os edifícios corporativos foram posicionados entre o parque e a Marginal Pinheiros, orientados no eixo leste-oeste, com fachadas voltadas para norte e sul. A solução favorece o aproveitamento da luz natural, reduz a incidência direta de calor e amplia as vistas para a cidade. Os volumes recebem coroamentos angulados e alturas variadas que, quando vistos em conjunto, produzem um skyline marcado por linhas ascendentes e descendentes, conferindo unidade à composição sem recorrer à repetição de formas.
O paisagismo acompanha essa lógica de integração. Desenvolvido a partir do conceito criado por Pamela Burton e detalhado por Sergio Santana, o projeto incorpora espécies nativas da Mata Atlântica, amplia a vegetação existente e estabelece uma transição entre a Área de Preservação Permanente localizada junto à Marginal Pinheiros e o interior do empreendimento. A água também participa da organização dos espaços. Lagos, espelhos d’água e biovaletas integram o sistema de drenagem e reúso das águas pluviais, ao mesmo tempo em que qualificam a experiência dos usuários ao longo do parque.
A preocupação com a mobilidade aparece desde o desenho urbano. Ciclovias conectadas à malha da cidade, calçadas amplas, bicicletários e a proximidade com metrô, trem e corredores de ônibus incentivam diferentes formas de deslocamento. O conjunto também incorpora soluções voltadas à gestão ambiental, como sistema pneumático de coleta de resíduos e estratégias de desempenho que contribuíram para que o empreendimento se tornasse o primeiro da América Latina a receber a certificação LEED for Neighborhood Development, concedida a projetos capazes de gerar impactos positivos para o entorno.
Ao organizar um complexo de usos diversos a partir de um parque aberto ao público, o projeto propõe uma relação mais integrada entre arquitetura, paisagem e cidade. O espaço livre deixa de ocupar as áreas remanescentes da implantação e passa a definir a estrutura do conjunto, orientando a circulação, qualificando a experiência dos usuários e estabelecendo novas conexões com o tecido urbano.

Colaboradores:
      Coordenação: Tânia Yang. Equipe: Ricardo Abreu, Evangelina Galvão, Eder Fábio Ribeiro, Natércio Eduardo Cortês, Luis Gustavo Dias da Silva, Gustavo Oliveira, Elisa Ito, Stefano Lionello Semionato, Eduardo Babadopulos, Joyce Campos, Ricardo Claro, Gabriel Bollini Braga, Marcelo Nagai, Bruno Vargas, Raquel Rodorigo, Alan Lima de Holanda, Kenzo Abiko. Marketing e Comunicação: Laís de Luna

Plantas e cortes: download PDF

2010

Parque da Cidade

parque, escritório

Local: São Paulo/SP
Área do Terreno: 81.777
Área Construída: 595.930
Autores: Luiz Felipe Aflalo Herman e Roberto Aflalo Filho.

Implantado na Avenida das Nações Unidas, em uma área que passou por intensa transformação urbana nas últimas décadas, o Parque da Cidade foi concebido como um empreendimento de uso misto organizado a partir de um grande espaço livre. Em vez de distribuir os edifícios pelo terreno, o projeto definiu um parque linear como elemento estruturador do conjunto, estabelecendo um eixo de circulação, convivência e conexão entre os diferentes usos. Essa estratégia orientou a implantação das torres corporativas, edifícios residenciais, hotel e shopping, além de aproximar o complexo da dinâmica urbana do entorno.
O parque ocupa a diagonal do terreno e funciona como principal percurso de pedestres. Ao longo desse eixo, uma marquise conecta os acessos aos edifícios e cria áreas de permanência protegidas do sol e da chuva. Restaurantes, ciclovias, espelhos d’água, playground e espaços de estar distribuem-se ao longo do percurso, permitindo que moradores, trabalhadores e visitantes compartilhem a mesma área pública. Ao todo, cerca de 62 mil metros quadrados permanecem abertos à população, integrados a aproximadamente 22 mil metros quadrados de áreas verdes.
A implantação das torres também responde às condições ambientais do terreno. Os edifícios corporativos foram posicionados entre o parque e a Marginal Pinheiros, orientados no eixo leste-oeste, com fachadas voltadas para norte e sul. A solução favorece o aproveitamento da luz natural, reduz a incidência direta de calor e amplia as vistas para a cidade. Os volumes recebem coroamentos angulados e alturas variadas que, quando vistos em conjunto, produzem um skyline marcado por linhas ascendentes e descendentes, conferindo unidade à composição sem recorrer à repetição de formas.
O paisagismo acompanha essa lógica de integração. Desenvolvido a partir do conceito criado por Pamela Burton e detalhado por Sergio Santana, o projeto incorpora espécies nativas da Mata Atlântica, amplia a vegetação existente e estabelece uma transição entre a Área de Preservação Permanente localizada junto à Marginal Pinheiros e o interior do empreendimento. A água também participa da organização dos espaços. Lagos, espelhos d’água e biovaletas integram o sistema de drenagem e reúso das águas pluviais, ao mesmo tempo em que qualificam a experiência dos usuários ao longo do parque.
A preocupação com a mobilidade aparece desde o desenho urbano. Ciclovias conectadas à malha da cidade, calçadas amplas, bicicletários e a proximidade com metrô, trem e corredores de ônibus incentivam diferentes formas de deslocamento. O conjunto também incorpora soluções voltadas à gestão ambiental, como sistema pneumático de coleta de resíduos e estratégias de desempenho que contribuíram para que o empreendimento se tornasse o primeiro da América Latina a receber a certificação LEED for Neighborhood Development, concedida a projetos capazes de gerar impactos positivos para o entorno.
Ao organizar um complexo de usos diversos a partir de um parque aberto ao público, o projeto propõe uma relação mais integrada entre arquitetura, paisagem e cidade. O espaço livre deixa de ocupar as áreas remanescentes da implantação e passa a definir a estrutura do conjunto, orientando a circulação, qualificando a experiência dos usuários e estabelecendo novas conexões com o tecido urbano.

Colaboradores:
      Coordenação: Tânia Yang. Equipe: Ricardo Abreu, Evangelina Galvão, Eder Fábio Ribeiro, Natércio Eduardo Cortês, Luis Gustavo Dias da Silva, Gustavo Oliveira, Elisa Ito, Stefano Lionello Semionato, Eduardo Babadopulos, Joyce Campos, Ricardo Claro, Gabriel Bollini Braga, Marcelo Nagai, Bruno Vargas, Raquel Rodorigo, Alan Lima de Holanda, Kenzo Abiko. Marketing e Comunicação: Laís de Luna

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