2017

Colégio Bandeirantes

educação

Local: São Paulo/SP
Área do Terreno: 6.204m²
Área Construída: 18.243m²
Autores: Roberto Aflalo Filho, Luiz Felipe Aflalo Herman, José Luiz Lemos, Grazzieli Gomes Rocha.

A ampliação do Colégio Bandeirantes foi concebida para acompanhar a evolução de uma das mais tradicionais instituições de ensino de São Paulo sem romper com sua identidade arquitetônica. Desenvolvido a partir de um plano diretor de longo prazo, o projeto organiza a expansão do campus em três etapas, permitindo que a escola permaneça em funcionamento durante as obras e que as novas edificações sejam incorporadas de forma gradual ao conjunto existente.
A primeira fase realiza a construção de um novo edifício voltado às atividades de ensino, além de intervenções pontuais no bloco principal, construído na década de 1970. Nas etapas seguintes, novos espaços destinados ao esporte e à cultura completarão o campus, incluindo um ginásio elevado, um teatro e áreas dedicadas ao ensino infantil. Ao final da implantação, os edifícios existentes e os novos blocos estarão conectados por diferentes níveis de circulação, formando um conjunto integrado.
O projeto responde ao desafio de organizar um programa escolar em uma edificação vertical sem perder a qualidade dos espaços de convivência. Em vez de concentrar essas áreas apenas no térreo, a proposta distribui pátios, praças e ambientes de encontro ao longo do edifício. Um nível intermediário reúne salas multiuso que podem ser transformadas em pequenos auditórios, enquanto a cobertura abriga uma quadra descoberta e novos espaços de permanência. Essa multiplicidade de percursos amplia as possibilidades de uso do edifício ao longo do dia e cria diferentes lugares de encontro entre alunos, professores e funcionários.
Outro aspecto importante foi a reorganização dos acessos ao campus. O aumento do número de estudantes motivou a criação de novas entradas pelas ruas Cubatão e Estela, além de uma praça de acesso que passa a distribuir os fluxos entre os diferentes blocos da escola. As futuras conexões entre as edificações também foram previstas desde o início do projeto, garantindo uma circulação contínua à medida que cada etapa for concluída.
A arquitetura estabelece um diálogo com o edifício original por meio da escolha dos materiais e da composição das fachadas. Painéis pré-moldados de concreto pigmentado e brises de concreto de alto desempenho reinterpretam a tonalidade dos tijolos aparentes presentes nos blocos existentes, ao mesmo tempo em que contribuem para o controle da incidência solar. Nas salas de aula, bandejas de luz complementam esse sistema, permitindo maior aproveitamento da iluminação natural sem provocar ofuscamento.
As soluções construtivas também consideraram as condições específicas da obra. Como o colégio permanecerá em atividade durante todo o processo de ampliação, foram adotados sistemas industrializados, como estrutura metálica e elementos pré-moldados de fachada, reduzindo o tempo de execução e o impacto das intervenções sobre a rotina escolar.
Além de ampliar a capacidade física do campus, o projeto reorganiza sua estrutura para atender às novas formas de aprendizagem e convivência. Ao integrar edifícios, criar novos espaços coletivos e preservar a identidade construída ao longo de décadas, a proposta prepara o Colégio Bandeirantes para seu próximo ciclo de crescimento sem perder a relação com sua própria história.

Colaboradores:
      Coordenador: Davi Lacerda. Equipe: Fernanda Verrissimo Basso, Patrícia Tan, Mariana Junqueira, Rafael Carvalho, Karen Sato, Gabriel Braga, Felipe Sato, Marcella Carone, Mariana Moro. Marketing e Comunicação: Laís de Luna.

Plantas e cortes: download PDF

2017

Colégio Bandeirantes

educação

Local: São Paulo/SP
Área do Terreno: 6.204
Área Construída: 18.243
Autores: Roberto Aflalo Filho, Luiz Felipe Aflalo Herman, José Luiz Lemos, Grazzieli Gomes Rocha.

A ampliação do Colégio Bandeirantes foi concebida para acompanhar a evolução de uma das mais tradicionais instituições de ensino de São Paulo sem romper com sua identidade arquitetônica. Desenvolvido a partir de um plano diretor de longo prazo, o projeto organiza a expansão do campus em três etapas, permitindo que a escola permaneça em funcionamento durante as obras e que as novas edificações sejam incorporadas de forma gradual ao conjunto existente.
A primeira fase realiza a construção de um novo edifício voltado às atividades de ensino, além de intervenções pontuais no bloco principal, construído na década de 1970. Nas etapas seguintes, novos espaços destinados ao esporte e à cultura completarão o campus, incluindo um ginásio elevado, um teatro e áreas dedicadas ao ensino infantil. Ao final da implantação, os edifícios existentes e os novos blocos estarão conectados por diferentes níveis de circulação, formando um conjunto integrado.
O projeto responde ao desafio de organizar um programa escolar em uma edificação vertical sem perder a qualidade dos espaços de convivência. Em vez de concentrar essas áreas apenas no térreo, a proposta distribui pátios, praças e ambientes de encontro ao longo do edifício. Um nível intermediário reúne salas multiuso que podem ser transformadas em pequenos auditórios, enquanto a cobertura abriga uma quadra descoberta e novos espaços de permanência. Essa multiplicidade de percursos amplia as possibilidades de uso do edifício ao longo do dia e cria diferentes lugares de encontro entre alunos, professores e funcionários.
Outro aspecto importante foi a reorganização dos acessos ao campus. O aumento do número de estudantes motivou a criação de novas entradas pelas ruas Cubatão e Estela, além de uma praça de acesso que passa a distribuir os fluxos entre os diferentes blocos da escola. As futuras conexões entre as edificações também foram previstas desde o início do projeto, garantindo uma circulação contínua à medida que cada etapa for concluída.
A arquitetura estabelece um diálogo com o edifício original por meio da escolha dos materiais e da composição das fachadas. Painéis pré-moldados de concreto pigmentado e brises de concreto de alto desempenho reinterpretam a tonalidade dos tijolos aparentes presentes nos blocos existentes, ao mesmo tempo em que contribuem para o controle da incidência solar. Nas salas de aula, bandejas de luz complementam esse sistema, permitindo maior aproveitamento da iluminação natural sem provocar ofuscamento.
As soluções construtivas também consideraram as condições específicas da obra. Como o colégio permanecerá em atividade durante todo o processo de ampliação, foram adotados sistemas industrializados, como estrutura metálica e elementos pré-moldados de fachada, reduzindo o tempo de execução e o impacto das intervenções sobre a rotina escolar.
Além de ampliar a capacidade física do campus, o projeto reorganiza sua estrutura para atender às novas formas de aprendizagem e convivência. Ao integrar edifícios, criar novos espaços coletivos e preservar a identidade construída ao longo de décadas, a proposta prepara o Colégio Bandeirantes para seu próximo ciclo de crescimento sem perder a relação com sua própria história.

Colaboradores:
      Coordenador: Davi Lacerda. Equipe: Fernanda Verrissimo Basso, Patrícia Tan, Mariana Junqueira, Rafael Carvalho, Karen Sato, Gabriel Braga, Felipe Sato, Marcella Carone, Mariana Moro. Marketing e Comunicação: Laís de Luna.

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