2002

Adma Jafet

escritório

Local: São Paulo, SP
Área do Terreno: 1.820m²
Área Construída: 12.340m²
Autores: Luiz Felipe Aflalo Herman, Roberto Aflalo Filho, José Luiz Lemos, Grazzieli Gomes

A localização deste empreendimento não poderia ser mais estratégica. Implantado entre as ruas Adma Jafet e Peixoto Gomide, na Bela Vista, o prédio do Centro Médico das Aroeiras é todo dedicado a consultórios de médicos que atuam nos hospitais Sírio Libanês e 9 de Julho — ambos vizinhos na região. Na época da idealização do edifício, um grupo de médicos, inclusive, encampou a ideia e se encarregou de vender as unidades aos colegas de profissão. Liderado por Luis Felipe Aflalo Herman, o projeto teve como principal inspiração a intenção de criar ambientes com uma atmosfera de leveza e bem-estar, mas que tivesse algo surpreendente, já que a maioria das pessoas que deveriam circular por ali estariam prestes a passar por uma consulta médica, o que poderia causar algum estresse em alguns casos. Daí surgiu a ideia de trazer o paisagismo como protagonista e inserir árvores gigantescas na estrutura, que são visíveis na fachada. A paisagista Isabel Duprat foi a responsável pelo projeto paisagístico e definiu a espécie aroeira como a ideal para ser plantada em um ambiente como este — daí o nome do prédio, que foi o primeiro em que o escritório começou a pensar sob o prisma da biofilia. Cada árvore ocupa mais ou menos 9 metros de altura, o que equivale a três pés-direitos, e em alguns andares quem chega se depara com a copa, como se estivesse em uma floresta urbana no centro de São Paulo. Outros elementos de conforto também foram levados em consideração, como a posição dos banheiros. A princípio, não estavam localizados dentro do núcleo e sim na recepção. Mas depois de alguns estudos, a equipe constatou que seria melhor transferi-los para o núcleo porque, dessa forma, os pacientes teriam mais privacidade e se sentiriam mais à vontade ao entrar no ambiente. A ideia de criar uma experiência agradável para quem estava indo ao médico também reverberou térreo. O hall é aberto à rua e conta com um café, de um lado, e uma farmácia, do outro. Luis Felipe conta que na época da idealização do projeto, o intuito era que o paciente pudesse esperar pela consulta tomando um café no térreo, e não no consultório, munido de um pager que vibraria quando chegasse sua vez para só então subir. Com 15 andares ao todo, a torre reúne facilidades de acesso e circulação entre esses dois grandes hospitais, o que diminui o tempo de deslocamento no dia a dia de médicos e pacientes.

Colaboradores:
      Coordenação: Milene Alba. Equipe: Camila Mônaco da Cunha, Maria Paula Seixas, Rafael Assiz.
      Texto: Nádia Simonelli

Plantas e cortes: download PDF

2002

Adma Jafet

escritório

Local: São Paulo, SP
Área do Terreno: 1.820
Área Construída: 12.340
Autores: Luiz Felipe Aflalo Herman, Roberto Aflalo Filho, José Luiz Lemos, Grazzieli Gomes

A localização deste empreendimento não poderia ser mais estratégica. Implantado entre as ruas Adma Jafet e Peixoto Gomide, na Bela Vista, o prédio do Centro Médico das Aroeiras é todo dedicado a consultórios de médicos que atuam nos hospitais Sírio Libanês e 9 de Julho — ambos vizinhos na região. Na época da idealização do edifício, um grupo de médicos, inclusive, encampou a ideia e se encarregou de vender as unidades aos colegas de profissão. Liderado por Luis Felipe Aflalo Herman, o projeto teve como principal inspiração a intenção de criar ambientes com uma atmosfera de leveza e bem-estar, mas que tivesse algo surpreendente, já que a maioria das pessoas que deveriam circular por ali estariam prestes a passar por uma consulta médica, o que poderia causar algum estresse em alguns casos. Daí surgiu a ideia de trazer o paisagismo como protagonista e inserir árvores gigantescas na estrutura, que são visíveis na fachada. A paisagista Isabel Duprat foi a responsável pelo projeto paisagístico e definiu a espécie aroeira como a ideal para ser plantada em um ambiente como este — daí o nome do prédio, que foi o primeiro em que o escritório começou a pensar sob o prisma da biofilia. Cada árvore ocupa mais ou menos 9 metros de altura, o que equivale a três pés-direitos, e em alguns andares quem chega se depara com a copa, como se estivesse em uma floresta urbana no centro de São Paulo. Outros elementos de conforto também foram levados em consideração, como a posição dos banheiros. A princípio, não estavam localizados dentro do núcleo e sim na recepção. Mas depois de alguns estudos, a equipe constatou que seria melhor transferi-los para o núcleo porque, dessa forma, os pacientes teriam mais privacidade e se sentiriam mais à vontade ao entrar no ambiente. A ideia de criar uma experiência agradável para quem estava indo ao médico também reverberou térreo. O hall é aberto à rua e conta com um café, de um lado, e uma farmácia, do outro. Luis Felipe conta que na época da idealização do projeto, o intuito era que o paciente pudesse esperar pela consulta tomando um café no térreo, e não no consultório, munido de um pager que vibraria quando chegasse sua vez para só então subir. Com 15 andares ao todo, a torre reúne facilidades de acesso e circulação entre esses dois grandes hospitais, o que diminui o tempo de deslocamento no dia a dia de médicos e pacientes.

Colaboradores:
      Coordenação: Milene Alba. Equipe: Camila Mônaco da Cunha, Maria Paula Seixas, Rafael Assiz.
      Texto: Nádia Simonelli

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