1986

Atrium I

escritório

Local: São Paulo, SP
Área do Terreno: 0m²
Área Construída: 12.25m²
Autores: Gian Carlo Gasperini e Roberto Aflalo

Considerado um dos projetos emblemáticos no portfólio da aflalo/gasperini arquitetos, o Edifício Atrium I é o primeiro de uma série de prédios batizados com o mesmo nome — atualmente, são 11 no total. O principal desafio do programa foi criar um edifício de escritórios em uma região que estava em transformação na década de 1980. Nessa época, a Vila Olímpia tinha uma paisagem urbana industrial, formada, principalmente, por galpões e vilas residenciais, com telhados de amianto e metal. Influenciados por esse entorno sem muitos atrativos visuais, os arquitetos do projeto resolveram direcionar o foco para um elemento no interior da edificação. Assim, surgiu a ideia de um átrio central de quase 60 metros de altura para onde se voltam parte das janelas das duas alas. Essa é a característica mais curiosa do primeiro edifício da série Atrium, onde as empenas são voltadas para rua, e tornou-se um elemento de identidade para os outros, feitos sob encomenda para a construtora Sandria. Outro ponto importante deste projeto é a contribuição urbanística para a cidade. Com portões e gradis recuados, o prédio tem um térreo aberto, ampliando a calçada para trazer mais área de circulação aos pedestres, já que as ruas do bairro são estreitas. Essa ideia é reforçada pela grelha da fachada, de 2,5 x 2,5 metros, que também contorna o vazio a fim de criar uma identidade forte para o prédio e transformar o átrio no espaço de transição entre a área pública e a privada. Por fim, a simplicidade dos acabamentos é outra característica interessante deste projeto, que tem as grelhas revestidas de uma argamassa feita com pedrisco chamada fulget. O material surgiu como uma alternativa ao concreto, bastante usado na época, mas pouco resistente às intempéries devido à porosidade. Dessa forma, o fulget tornou-se o revestimento ideal para a série Atrium, já que tem um custo menor em relação às pedras naturais e apresentou performance mais eficiente ao longo tempo. Além da durabilidade, o material também trazia a possibilidade do uso de cores. Por isso, um outro passo da criação era o estudo da paleta, feito sobre uma xerox do projeto original, desenhado com nanquim.

Colaboradores:
      Equipe: Roberto Aflalo Filho, Felipe Aflalo Herman, Texto: Nádia Simonelli

Plantas e cortes: download PDF

 

1986

Atrium I

escritório

Local: São Paulo, SP
Área do Terreno: 0
Área Construída: 12.25
Autores: Gian Carlo Gasperini e Roberto Aflalo

 

Considerado um dos projetos emblemáticos no portfólio da aflalo/gasperini arquitetos, o Edifício Atrium I é o primeiro de uma série de prédios batizados com o mesmo nome — atualmente, são 11 no total. O principal desafio do programa foi criar um edifício de escritórios em uma região que estava em transformação na década de 1980. Nessa época, a Vila Olímpia tinha uma paisagem urbana industrial, formada, principalmente, por galpões e vilas residenciais, com telhados de amianto e metal. Influenciados por esse entorno sem muitos atrativos visuais, os arquitetos do projeto resolveram direcionar o foco para um elemento no interior da edificação. Assim, surgiu a ideia de um átrio central de quase 60 metros de altura para onde se voltam parte das janelas das duas alas. Essa é a característica mais curiosa do primeiro edifício da série Atrium, onde as empenas são voltadas para rua, e tornou-se um elemento de identidade para os outros, feitos sob encomenda para a construtora Sandria. Outro ponto importante deste projeto é a contribuição urbanística para a cidade. Com portões e gradis recuados, o prédio tem um térreo aberto, ampliando a calçada para trazer mais área de circulação aos pedestres, já que as ruas do bairro são estreitas. Essa ideia é reforçada pela grelha da fachada, de 2,5 x 2,5 metros, que também contorna o vazio a fim de criar uma identidade forte para o prédio e transformar o átrio no espaço de transição entre a área pública e a privada. Por fim, a simplicidade dos acabamentos é outra característica interessante deste projeto, que tem as grelhas revestidas de uma argamassa feita com pedrisco chamada fulget. O material surgiu como uma alternativa ao concreto, bastante usado na época, mas pouco resistente às intempéries devido à porosidade. Dessa forma, o fulget tornou-se o revestimento ideal para a série Atrium, já que tem um custo menor em relação às pedras naturais e apresentou performance mais eficiente ao longo tempo. Além da durabilidade, o material também trazia a possibilidade do uso de cores. Por isso, um outro passo da criação era o estudo da paleta, feito sobre uma xerox do projeto original, desenhado com nanquim.

Colaboradores:
      Equipe: Roberto Aflalo Filho, Felipe Aflalo Herman, Texto: Nádia Simonelli

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