2016
Brisas Avaré
masterplan, moradia
Local: Avaré, SP
Área do Terreno: 1306.096m²
Área Construída: 6.000m²
Autores: Luiz Felipe Aflalo Herman, Roberto Aflalo Filho, Grazzieli Gomes, José Luiz Lemos
Às margens da represa de Jurumirim, no interior de São Paulo, o condomínio Brisas Avaré tem vocação náutica. Apesar disso, a proposta inicial era que o principal programa do empreendimento fosse um campo de golfe. Porém, logo no início das conversas entre o escritório e a incorporadora Munir Abbud os planos mudaram e a represa se tornou protagonista e ponto de partida para o loteamento e desenvolvimento das áreas comuns. O terreno é um morro rodeado pela água, então, os lotes — de 3 a 5 mil metros quadrados — foram distribuídos em três patamares, de forma que todas as casas construídas no condomínio sempre terão vista garantida para a represa. Outra característica primordial do empreendimento era incorporar a paisagem verde no dia a dia dos moradores. Entrou em cena, então, o paisagista Luiz Carlos Orsini, que elaborou um paisagismo que dialoga com o projeto arquitetônico do escritório. Parques lineares separam cada camada de lote com uma distância grande o suficiente para que todas as casas mantenham a vista. Acomodadas em uma das pontas do terreno, as áreas comuns também desfrutam da paisagem aquática e foram projetadas próximas uma das outras para que os membros das famílias permaneçam juntos nos dias de descanso, mesmo com interesses diferentes. Alguns elementos arquitetônicos atuam como divisórias leves entre um ambiente e outro, garantindo certa privacidade aos moradores. O píer é outro espaço importante do projeto, funcionando como um ponto de acesso aos barcos e também aos esportes náuticos. Um pouco mais ao fundo e ao redor de um açude, há alguns chalés, que funcionam como uma pousada própria do condomínio, onde os moradores podem ficar durante a construção de sua casa ou acomodar os hóspedes com todo o conforto. Todos esses volumes das áreas comuns são baixos, garantindo uma ocupação horizontal harmoniosa com a paisagem. O que iria na contramão de tudo isso seria a garagem para os barcos porque precisava ser um galpão alto. Sob a consultoria do empresário e velejador Klaus Cacau Peters, constatou-se que essa estrutura poderia ficar em um espaço distante do píer, já que o transporte das embarcações até a represa poderia ser feito facilmente com um trator elétrico. Nessa época, o arquiteto Luiz Felipe Aflalo Herman, que liderou o projeto do Brisas Avaré, estava fazendo uma ampliação em sua casa de campo e usou um sistema construtivo de madeira laminada colada — ou madeira engenheirada. Essa estrutura serviu como um laboratório para que ele desenhasse a garagem de barcos, que foi executada pela Ita Construtora. Com vigas de madeira tensionadas, esse galpão é um exemplo de design paramétrico. A Ita desenvolveu um aplicativo que faz o cálculo estrutural exato para este tipo de cobertura leve e que atualmente está disponível para todos os profissionais que tiverem interesse. Essa tecnologia foi reconhecida mundialmente e credenciou os profissionais da construtora a participarem de importantes congressos de arquitetura e inovação. A madeira engenheirada, inclusive, está presente em todas as áreas comuns do condomínio, totalizando mais de 6 mil metros quadrados construídos com o material.
Colaboradores:
Coordenação: Julio Battistin.
Equipe: Daniela Mungai, Reginaldo Okusako, Bruno Vargas, Pedro Herman, Leonardo Gomes, Felipe Sato, Gabriel Braga.
Texto: Nádia Simonelli
2016
Brisas Avaré
masterplan, moradia
Local: Avaré, SP
Área do Terreno: 1306.096
Área Construída: 6.000
Autores: Luiz Felipe Aflalo Herman, Roberto Aflalo Filho, Grazzieli Gomes, José Luiz Lemos
Às margens da represa de Jurumirim, no interior de São Paulo, o condomínio Brisas Avaré tem vocação náutica. Apesar disso, a proposta inicial era que o principal programa do empreendimento fosse um campo de golfe. Porém, logo no início das conversas entre o escritório e a incorporadora Munir Abbud os planos mudaram e a represa se tornou protagonista e ponto de partida para o loteamento e desenvolvimento das áreas comuns. O terreno é um morro rodeado pela água, então, os lotes — de 3 a 5 mil metros quadrados — foram distribuídos em três patamares, de forma que todas as casas construídas no condomínio sempre terão vista garantida para a represa. Outra característica primordial do empreendimento era incorporar a paisagem verde no dia a dia dos moradores. Entrou em cena, então, o paisagista Luiz Carlos Orsini, que elaborou um paisagismo que dialoga com o projeto arquitetônico do escritório. Parques lineares separam cada camada de lote com uma distância grande o suficiente para que todas as casas mantenham a vista. Acomodadas em uma das pontas do terreno, as áreas comuns também desfrutam da paisagem aquática e foram projetadas próximas uma das outras para que os membros das famílias permaneçam juntos nos dias de descanso, mesmo com interesses diferentes. Alguns elementos arquitetônicos atuam como divisórias leves entre um ambiente e outro, garantindo certa privacidade aos moradores. O píer é outro espaço importante do projeto, funcionando como um ponto de acesso aos barcos e também aos esportes náuticos. Um pouco mais ao fundo e ao redor de um açude, há alguns chalés, que funcionam como uma pousada própria do condomínio, onde os moradores podem ficar durante a construção de sua casa ou acomodar os hóspedes com todo o conforto. Todos esses volumes das áreas comuns são baixos, garantindo uma ocupação horizontal harmoniosa com a paisagem. O que iria na contramão de tudo isso seria a garagem para os barcos porque precisava ser um galpão alto. Sob a consultoria do empresário e velejador Klaus Cacau Peters, constatou-se que essa estrutura poderia ficar em um espaço distante do píer, já que o transporte das embarcações até a represa poderia ser feito facilmente com um trator elétrico. Nessa época, o arquiteto Luiz Felipe Aflalo Herman, que liderou o projeto do Brisas Avaré, estava fazendo uma ampliação em sua casa de campo e usou um sistema construtivo de madeira laminada colada — ou madeira engenheirada. Essa estrutura serviu como um laboratório para que ele desenhasse a garagem de barcos, que foi executada pela Ita Construtora. Com vigas de madeira tensionadas, esse galpão é um exemplo de design paramétrico. A Ita desenvolveu um aplicativo que faz o cálculo estrutural exato para este tipo de cobertura leve e que atualmente está disponível para todos os profissionais que tiverem interesse. Essa tecnologia foi reconhecida mundialmente e credenciou os profissionais da construtora a participarem de importantes congressos de arquitetura e inovação. A madeira engenheirada, inclusive, está presente em todas as áreas comuns do condomínio, totalizando mais de 6 mil metros quadrados construídos com o material.
Colaboradores:
Coordenação: Julio Battistin.
Equipe: Daniela Mungai, Reginaldo Okusako, Bruno Vargas, Pedro Herman, Leonardo Gomes, Felipe Sato, Gabriel Braga.
Texto: Nádia Simonelli















