2017

Core Pinheiros

moradia, hotel

Local: São Paulo/SP
Área do Terreno: 3.647m²
Área Construída: 40.903m²
Autores: Luiz Felipe Aflalo Herman, Roberto Aflalo Filho, Grazzieli Gomes Rocha, José Luiz Lemos.

Implantado na esquina das ruas Arthur de Azevedo e Cristiano Viana, em Pinheiros, o Core Pinheiros foi concebido como um empreendimento de uso misto capaz de reunir diferentes atividades em um único conjunto sem perder a identidade de cada programa. Residências, hotel, consultórios médicos e centro de diagnóstico compartilham o mesmo terreno, mas possuem acessos independentes e circulações próprias, permitindo que cada uso funcione de forma autônoma ao mesmo tempo em que contribui para a vitalidade do conjunto.
A implantação organiza o projeto em dois volumes distintos. A torre residencial ocupa a face mais tranquila do terreno e concentra os apartamentos, enquanto a esquina, marcada por maior intensidade de circulação, recebe um volume mais baixo que integra hotel e serviços de saúde, essa distribuição responde às características das ruas que delimitam o lote e estabelece uma transição entre diferentes escalas e ritmos urbanos.
Embora façam parte do mesmo empreendimento, os edifícios adotam linguagens arquitetônicas próprias: o volume destinado aos consultórios é definido por uma composição mais regular, marcada por planos de vidro branco, já o hotel, integrado ao mesmo bloco, utiliza elementos verticais em concreto aparente que acentuam sua expressão. Na torre residencial, a fachada assume tonalidades terrosas e marcações horizontais que reforçam a escala doméstica dos apartamentos. Em vez de uniformizar os edifícios, o projeto utiliza materiais e proporções diferentes para revelar a natureza de cada programa, preservando a unidade do conjunto por meio da implantação e da composição volumétrica.
A relação com a cidade também orientou o desenvolvimento do projeto, pois a diversidade de usos gera movimento contínuo ao longo do dia, enquanto a independência dos acessos garante privacidade aos moradores e usuários. A presença do hotel, dos serviços de saúde e das unidades residenciais amplia a ocupação do térreo e reforça a integração do empreendimento, suas áreas comuns distribuem-se entre jardins, terraços e espaços de convivência, complementando os diferentes programas e estabelecendo uma transição entre os edifícios e o espaço urbano. O paisagismo contribui para essa articulação ao incorporar áreas verdes aos percursos internos e qualificar os espaços de permanência.
No Core Pinheiros, a diversidade de usos resulta da sobreposição de programas que orienta a implantação, a definição dos acessos, a composição das fachadas e a organização dos espaços coletivos. Ao atribuir uma identidade própria a cada edifício e, ao mesmo tempo, construir uma leitura unificada do conjunto, o projeto propõe uma forma de ocupação em que arquitetura e cidade se relacionam de maneira contínua e complementar.

Colaboradores:
      Coordenação: Carlos Alberto Garcia. Equipe: Daniela Mugai, Reginaldo Okusako, Bruno Vagas, Pedro Herman, Gabriel Braga, Felipe Sato, Bruna Florencio, Juliano Beato, Luciana Calder, Carlos Arthur, Roberto Dionízio, Mariana Dec. Marketing e Comunicação: Lais de Luna.

Plantas e cortes: download PDF

2017

Core Pinheiros

moradia, hotel

Local: São Paulo/SP
Área do Terreno: 3.647
Área Construída: 40.903
Autores: Luiz Felipe Aflalo Herman, Roberto Aflalo Filho, Grazzieli Gomes Rocha, José Luiz Lemos.

Implantado na esquina das ruas Arthur de Azevedo e Cristiano Viana, em Pinheiros, o Core Pinheiros foi concebido como um empreendimento de uso misto capaz de reunir diferentes atividades em um único conjunto sem perder a identidade de cada programa. Residências, hotel, consultórios médicos e centro de diagnóstico compartilham o mesmo terreno, mas possuem acessos independentes e circulações próprias, permitindo que cada uso funcione de forma autônoma ao mesmo tempo em que contribui para a vitalidade do conjunto.
A implantação organiza o projeto em dois volumes distintos. A torre residencial ocupa a face mais tranquila do terreno e concentra os apartamentos, enquanto a esquina, marcada por maior intensidade de circulação, recebe um volume mais baixo que integra hotel e serviços de saúde, essa distribuição responde às características das ruas que delimitam o lote e estabelece uma transição entre diferentes escalas e ritmos urbanos.
Embora façam parte do mesmo empreendimento, os edifícios adotam linguagens arquitetônicas próprias: o volume destinado aos consultórios é definido por uma composição mais regular, marcada por planos de vidro branco, já o hotel, integrado ao mesmo bloco, utiliza elementos verticais em concreto aparente que acentuam sua expressão. Na torre residencial, a fachada assume tonalidades terrosas e marcações horizontais que reforçam a escala doméstica dos apartamentos. Em vez de uniformizar os edifícios, o projeto utiliza materiais e proporções diferentes para revelar a natureza de cada programa, preservando a unidade do conjunto por meio da implantação e da composição volumétrica.
A relação com a cidade também orientou o desenvolvimento do projeto, pois a diversidade de usos gera movimento contínuo ao longo do dia, enquanto a independência dos acessos garante privacidade aos moradores e usuários. A presença do hotel, dos serviços de saúde e das unidades residenciais amplia a ocupação do térreo e reforça a integração do empreendimento, suas áreas comuns distribuem-se entre jardins, terraços e espaços de convivência, complementando os diferentes programas e estabelecendo uma transição entre os edifícios e o espaço urbano. O paisagismo contribui para essa articulação ao incorporar áreas verdes aos percursos internos e qualificar os espaços de permanência.
No Core Pinheiros, a diversidade de usos resulta da sobreposição de programas que orienta a implantação, a definição dos acessos, a composição das fachadas e a organização dos espaços coletivos. Ao atribuir uma identidade própria a cada edifício e, ao mesmo tempo, construir uma leitura unificada do conjunto, o projeto propõe uma forma de ocupação em que arquitetura e cidade se relacionam de maneira contínua e complementar.

Colaboradores:
      Coordenação: Carlos Alberto Garcia. Equipe: Daniela Mugai, Reginaldo Okusako, Bruno Vagas, Pedro Herman, Gabriel Braga, Felipe Sato, Bruna Florencio, Juliano Beato, Luciana Calder, Carlos Arthur, Roberto Dionízio, Mariana Dec. Marketing e Comunicação: Lais de Luna.

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