1972
Edifício Barros Loureiro
escritório
Local: São Paulo/SP
Área do Terreno: m²
Área Construída: 3800m²
Autores: Gian Carlo Gasperini
Durante o Milagre Econômico, entre as décadas 1960 e 70, a aflalo/gasperini arquitetos passou por uma fase bastante próspera e movimentada. O Brasil estava em pleno crescimento econômico e, com isso, havia investimentos robustos no setor de construção. São dessa época, inclusive, projetos emblemáticos assinados pelo escritório e que marcam a paisagem paulistana até os dias de hoje, a exemplo dos edifícios Parque Iguatemi, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, e do Barros Loureiro, na esquina da Avenida 9 de Julho com a Rua Dr. Renato Paes de Barros, no Itaim Bibi. Encomendada pelo empresário Manoel de Barros Loureiro Filho e comercializada pela Speci Imobiliária, essa torre corporativa exibe uma linguagem arquitetônica brutalista, que evidencia o concreto aparente, além de explorar o uso das grelhas na fachada — característica importante na produção do escritório nos anos seguintes. Ao todo, são 11 pavimentos tipo, um subsolo, duas escadas laterais e 3800 m2 de área construída, distribuídos em um único volume. Com um partido estrutural interessante, o projeto adotou duas cortinas de 41 pilares em cada face, com distância de 1,65 m entre si, apoiadas em duas vigas de transição, com espessura variável que forma triângulos de sombreamento na fachada. Essas estruturas distribuem os esforços a oito pilares de 5 m de altura, responsáveis por delimitar os mezaninos das lojas no embasamento. A entrada do edifício foi posicionada na lateral direita, que se conecta ao estacionamento e à escadaria, por onde chegam os pedestres. No último andar, o rooftop recebeu um frondoso jardim, onde os funcionários das empresas que ocupam o prédio podem relaxar e apreciar a vista para o arborizado Jardim Europa. Já nos anos 2000, o escritório foi acionado novamente para elaborar um projeto de retrofit, que teve a participação de Gian Carlo Gasperini, para modernizar as instalações e adequá-las às novas necessidades estruturais do mercado corporativo. Atualmente, o prédio foi desocupado e será demolido para dar lugar a uma nova construção.
Colaboradores:
1972
Edifício Barros Loureiro
escritório
Local: São Paulo/SP
Área do Terreno:
Área Construída: 3800
Autores: Gian Carlo Gasperini
Durante o Milagre Econômico, entre as décadas 1960 e 70, a aflalo/gasperini arquitetos passou por uma fase bastante próspera e movimentada. O Brasil estava em pleno crescimento econômico e, com isso, havia investimentos robustos no setor de construção. São dessa época, inclusive, projetos emblemáticos assinados pelo escritório e que marcam a paisagem paulistana até os dias de hoje, a exemplo dos edifícios Parque Iguatemi, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, e do Barros Loureiro, na esquina da Avenida 9 de Julho com a Rua Dr. Renato Paes de Barros, no Itaim Bibi. Encomendada pelo empresário Manoel de Barros Loureiro Filho e comercializada pela Speci Imobiliária, essa torre corporativa exibe uma linguagem arquitetônica brutalista, que evidencia o concreto aparente, além de explorar o uso das grelhas na fachada — característica importante na produção do escritório nos anos seguintes. Ao todo, são 11 pavimentos tipo, um subsolo, duas escadas laterais e 3800 m2 de área construída, distribuídos em um único volume. Com um partido estrutural interessante, o projeto adotou duas cortinas de 41 pilares em cada face, com distância de 1,65 m entre si, apoiadas em duas vigas de transição, com espessura variável que forma triângulos de sombreamento na fachada. Essas estruturas distribuem os esforços a oito pilares de 5 m de altura, responsáveis por delimitar os mezaninos das lojas no embasamento. A entrada do edifício foi posicionada na lateral direita, que se conecta ao estacionamento e à escadaria, por onde chegam os pedestres. No último andar, o rooftop recebeu um frondoso jardim, onde os funcionários das empresas que ocupam o prédio podem relaxar e apreciar a vista para o arborizado Jardim Europa. Já nos anos 2000, o escritório foi acionado novamente para elaborar um projeto de retrofit, que teve a participação de Gian Carlo Gasperini, para modernizar as instalações e adequá-las às novas necessidades estruturais do mercado corporativo. Atualmente, o prédio foi desocupado e será demolido para dar lugar a uma nova construção.
Colaboradores:









