1973

Fábrica Avon

escritório

Local: São Paulo/SP
Área do Terreno: 122.000m²
Área Construída: 13.800m²
Autores: Plínio Croce, Roberto Aflalo e Gian Carlo Gasperini

Erguido nos anos 1970 para abrigar a nova fábrica e o centro administrativo da Avon, o complexo de 122 mil m2 em Interlagos representou um momento de expansão da marca de cosméticos, que produzia no Brasil desde 1959 em uma unidade menor no bairro de Santo Amaro. O projeto do prédio principal guarda semelhanças com o Centro de Controle Operacional do Metrô, realizado na mesma época, com a mesma equipe: uma caixa de vidro fumê (único disponível no país para construção civil naquele período) com apêndices laterais de concreto para acomodar as circulações e os sanitários. Na entrada, destaca-se a laje robusta, que avança e forma uma marquise. Trata-se de uma concepção que exemplifica a arquitetura cartesiana e pragmática praticada por Roberto Aflalo naquela época – um paralelepípedo profundo, com modulação de 7,50 x 7,50 m –, em uma fase na qual o escritório desenvolvia outras propostas de perfil industrial, como a sede da Villares, implantada em um terreno vizinho.
Nos anos 1990, com a inauguração de um shopping nas proximidades, a região iniciou uma transição para tornar-se mais residencial, impulsionada na década seguinte pela inauguração do Centro Universitário Senac. Ainda assim, o empreendimento fabril seguiu em funcionamento até 2023, quando foi vendido para uma gestora de ativos imobiliários pela Natura, controladora da Avon desde 2020. O edifício administrativo segue opto a operar.

Colaboradores:
      Texto: Marianne Wenzel

Plantas e cortes: download PDF

1973

Fábrica Avon

escritório

Local: São Paulo/SP
Área do Terreno: 122.000
Área Construída: 13.800
Autores: Plínio Croce, Roberto Aflalo e Gian Carlo Gasperini

Erguido nos anos 1970 para abrigar a nova fábrica e o centro administrativo da Avon, o complexo de 122 mil m2 em Interlagos representou um momento de expansão da marca de cosméticos, que produzia no Brasil desde 1959 em uma unidade menor no bairro de Santo Amaro. O projeto do prédio principal guarda semelhanças com o Centro de Controle Operacional do Metrô, realizado na mesma época, com a mesma equipe: uma caixa de vidro fumê (único disponível no país para construção civil naquele período) com apêndices laterais de concreto para acomodar as circulações e os sanitários. Na entrada, destaca-se a laje robusta, que avança e forma uma marquise. Trata-se de uma concepção que exemplifica a arquitetura cartesiana e pragmática praticada por Roberto Aflalo naquela época – um paralelepípedo profundo, com modulação de 7,50 x 7,50 m –, em uma fase na qual o escritório desenvolvia outras propostas de perfil industrial, como a sede da Villares, implantada em um terreno vizinho.
Nos anos 1990, com a inauguração de um shopping nas proximidades, a região iniciou uma transição para tornar-se mais residencial, impulsionada na década seguinte pela inauguração do Centro Universitário Senac. Ainda assim, o empreendimento fabril seguiu em funcionamento até 2023, quando foi vendido para uma gestora de ativos imobiliários pela Natura, controladora da Avon desde 2020. O edifício administrativo segue opto a operar.

Colaboradores:
      Texto: Marianne Wenzel

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