2021

Hotel Maraui

non edificata, hotel

Local: não edificado
Área do Terreno: 83.151m²
Área Construída: m²
Autores: Luiz Felipe Aflalo Herman, Roberto Aflalo Filho, José Luiz Lemos, Grazzieli Gomes

O briefing para a elaboração deste projeto chegou em um fim de ano agitado, perto do período de festas, e consistia em criar um resort de luxo, integrado à paisagem da Península de Maraú, na Bahia, com uma experiência inesquecível para os hóspedes. Dado o prazo apertado, tudo foi concebido em apenas uma semana, em tempo de participar de uma concorrência entre cinco escritórios de arquitetura selecionados pelo contratante. Liderada pelo arquiteto José Luiz Lemos da Silva Neto, a equipe da aflalo/gasperini arquitetos buscou, então, inspiração na natureza do próprio litoral baiano e pesquisou também os materiais e a mão-de-obra locais. O terreno destinado ao Resort Marauí é uma área repleta de coqueirais à beira mar, onde se encontra também o delta de um rio e mangues, compondo o cenário perfeito para a criação de um idílico refúgio praiano. O projeto explora três condições de entorno: mar e areia, mata e água, que permitem explorar o conceito de agrupamento, garantindo privacidade aos hóspedes. Dessa forma, há bangalôs com vista para o mar e para a mata — mais próximos aos limites do terreno —, que conduzem a um eixo central destinado às áreas comuns, posicionadas ao redor de uma piscina, que organiza a distribuição do programa. Com desenho simples, porém surpreendente, em vez de quatro paredes, os bangalôs são formados por dois anteparos que protegem o espaço interno. Assim, quando estão agrupados, essas barreiras físicas — incluindo as dos vizinhos — definem o espaço privativo trazendo uma integração visual com o exterior. As paredes feitas de taipa apoiam uma cobertura solta de taubilha, compondo um conjunto leve. Já nas áreas comuns, um detalhe interessante: as coberturas foram inspiradas no formato da folha do coqueiro. Sob os princípios da biomimética, os arquitetos desenharam a cobertura simulando sistemas da natureza para conseguir maior eficiência. O ponto de partida foi a estrutura da folha do coqueiro, que tem um desenho ideal para escoamento de água e proteção do sol. A referência natural evoluiu para um perfil feito de madeira plissado e com mais vincos. Para criar divisões entre os programas, foram feitos cortes transversais na cobertura a fim de garantir iluminação em todos os ambientes e compor uma escala aconchegante aos hóspedes.

Colaboradores:
      Texto: Nádia Simonelli

Plantas e cortes: download PDF

2021

Hotel Maraui

non edificata, hotel

Local: não edificado
Área do Terreno: 83.151
Área Construída:
Autores: Luiz Felipe Aflalo Herman, Roberto Aflalo Filho, José Luiz Lemos, Grazzieli Gomes

O briefing para a elaboração deste projeto chegou em um fim de ano agitado, perto do período de festas, e consistia em criar um resort de luxo, integrado à paisagem da Península de Maraú, na Bahia, com uma experiência inesquecível para os hóspedes. Dado o prazo apertado, tudo foi concebido em apenas uma semana, em tempo de participar de uma concorrência entre cinco escritórios de arquitetura selecionados pelo contratante. Liderada pelo arquiteto José Luiz Lemos da Silva Neto, a equipe da aflalo/gasperini arquitetos buscou, então, inspiração na natureza do próprio litoral baiano e pesquisou também os materiais e a mão-de-obra locais. O terreno destinado ao Resort Marauí é uma área repleta de coqueirais à beira mar, onde se encontra também o delta de um rio e mangues, compondo o cenário perfeito para a criação de um idílico refúgio praiano. O projeto explora três condições de entorno: mar e areia, mata e água, que permitem explorar o conceito de agrupamento, garantindo privacidade aos hóspedes. Dessa forma, há bangalôs com vista para o mar e para a mata — mais próximos aos limites do terreno —, que conduzem a um eixo central destinado às áreas comuns, posicionadas ao redor de uma piscina, que organiza a distribuição do programa. Com desenho simples, porém surpreendente, em vez de quatro paredes, os bangalôs são formados por dois anteparos que protegem o espaço interno. Assim, quando estão agrupados, essas barreiras físicas — incluindo as dos vizinhos — definem o espaço privativo trazendo uma integração visual com o exterior. As paredes feitas de taipa apoiam uma cobertura solta de taubilha, compondo um conjunto leve. Já nas áreas comuns, um detalhe interessante: as coberturas foram inspiradas no formato da folha do coqueiro. Sob os princípios da biomimética, os arquitetos desenharam a cobertura simulando sistemas da natureza para conseguir maior eficiência. O ponto de partida foi a estrutura da folha do coqueiro, que tem um desenho ideal para escoamento de água e proteção do sol. A referência natural evoluiu para um perfil feito de madeira plissado e com mais vincos. Para criar divisões entre os programas, foram feitos cortes transversais na cobertura a fim de garantir iluminação em todos os ambientes e compor uma escala aconchegante aos hóspedes.

Colaboradores:
      Texto: Nádia Simonelli

Plantas e cortes: download PDF