2009

Masterplan Campo de Marte

non edificata, masterplan

Local: não edificado
Área do Terreno: 1791.000m²
Área Construída: m²
Autores: Roberto Aflalo Filho, Luiz Felipe Aflalo Herman, José Luiz Lemos, Grazzieli Gomes

No fim dos anos 2000, o mundo estava em crise, mas o Brasil era o país das oportunidades. Dentro do bloco do BRICS, era a nação com a economia mais confiável na época. Nesse contexto, ganhou força a ideia de ter um trem bala entre São Paulo e Rio de Janeiro, com uma estação principal instalada no Campo de Marte, na zona norte da capital paulista. Com o objetivo de apresentar uma proposta concreta ao poder público, a empreiteira OAS encomendou ao aflalo/gasperini arquitetos um masterplan do Campo de Marte, considerando esse novo eixo de transporte e também a reurbanização dessa extensa área, que tem enorme potencial de ocupação. A linha do trem sairia de Campinas, chegaria à capital pelo canteiro central da Rodovia dos Bandeirantes, cruzaria o Campo de Marte, passando pela estação, e seguiria para a Via Dutra rumo ao Rio de Janeiro. Toda a obra dos trilhos seria realizada a céu aberto, sem a necessidade de escavação de túneis. Para desenvolver um projeto detalhado, a equipe do escritório, liderada pelo arquiteto José Luiz Lemos da Silva Neto, fez um mapeamento extensivo da região, definindo o espaço público, a operação urbana e as áreas verdes. Além disso, era preciso levar em conta os grandes equipamentos que compõem o entorno, como o complexo Center Norte, o Sambódromo e o pavilhão de eventos Distrito Anhembi. A partir desse estudo, a equipe propôs a desapropriação da infraestrutura existente no Campo de Marte para criar, além da estação, um imenso parque linear. Com a remoção do aeroporto executivo, não haveria mais a restrição de gabarito, por isso, seria possível propor marcos verticalizados, como torres corporativas e outros empreendimentos imobiliários. Além disso, o projeto propôs também a construção do Museu da Aeronáutica, uma área de operação de helicópteros e um espaço destinado ao comércio. A proposta contemplava, inclusive, a ampliação do pavilhão de exposições, que passaria a ter passagens subterrâneas de interligação com a estação do trem bala, facilitando a circulação. Apesar de tantas inovações, a principal vocação do masterplan seria transformar uma área de circulação restrita atualmente em um enorme parque público para a Zona Norte de São Paulo. O projeto não foi concretizado, mas o potencial transformador para a cidade ainda está lá.

Colaboradores:
      Texto: Nádia Simonelli

Plantas e cortes: download PDF

2009

Masterplan Campo de Marte

non edificata, masterplan

Local: não edificado
Área do Terreno: 1791.000
Área Construída:
Autores: Roberto Aflalo Filho, Luiz Felipe Aflalo Herman, José Luiz Lemos, Grazzieli Gomes

No fim dos anos 2000, o mundo estava em crise, mas o Brasil era o país das oportunidades. Dentro do bloco do BRICS, era a nação com a economia mais confiável na época. Nesse contexto, ganhou força a ideia de ter um trem bala entre São Paulo e Rio de Janeiro, com uma estação principal instalada no Campo de Marte, na zona norte da capital paulista. Com o objetivo de apresentar uma proposta concreta ao poder público, a empreiteira OAS encomendou ao aflalo/gasperini arquitetos um masterplan do Campo de Marte, considerando esse novo eixo de transporte e também a reurbanização dessa extensa área, que tem enorme potencial de ocupação. A linha do trem sairia de Campinas, chegaria à capital pelo canteiro central da Rodovia dos Bandeirantes, cruzaria o Campo de Marte, passando pela estação, e seguiria para a Via Dutra rumo ao Rio de Janeiro. Toda a obra dos trilhos seria realizada a céu aberto, sem a necessidade de escavação de túneis. Para desenvolver um projeto detalhado, a equipe do escritório, liderada pelo arquiteto José Luiz Lemos da Silva Neto, fez um mapeamento extensivo da região, definindo o espaço público, a operação urbana e as áreas verdes. Além disso, era preciso levar em conta os grandes equipamentos que compõem o entorno, como o complexo Center Norte, o Sambódromo e o pavilhão de eventos Distrito Anhembi. A partir desse estudo, a equipe propôs a desapropriação da infraestrutura existente no Campo de Marte para criar, além da estação, um imenso parque linear. Com a remoção do aeroporto executivo, não haveria mais a restrição de gabarito, por isso, seria possível propor marcos verticalizados, como torres corporativas e outros empreendimentos imobiliários. Além disso, o projeto propôs também a construção do Museu da Aeronáutica, uma área de operação de helicópteros e um espaço destinado ao comércio. A proposta contemplava, inclusive, a ampliação do pavilhão de exposições, que passaria a ter passagens subterrâneas de interligação com a estação do trem bala, facilitando a circulação. Apesar de tantas inovações, a principal vocação do masterplan seria transformar uma área de circulação restrita atualmente em um enorme parque público para a Zona Norte de São Paulo. O projeto não foi concretizado, mas o potencial transformador para a cidade ainda está lá.

Colaboradores:
      Texto: Nádia Simonelli

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