2013

Masterplan Florianópolis

non edificata, masterplan

Local: não edificado
Área do Terreno: 4777.515m²
Área Construída: m²
Autores: Roberto Aflalo Filho, Luiz Felipe Aflalo Herman, José Luiz Lemos, Grazzieli Gomes

Ao caminhar pelo centro de Florianópolis, em Santa Catarina, é difícil acreditar que boa parte daquela região era banhada pelo mar até o começo dos anos 1970 — época em que se iniciou um processo de modernização da cidade. A região central sofreu interferência de aterros, assim como parte dos trechos de acesso ao Sul e ao Norte da Ilha. Essas obras alteraram radicalmente a relação entre a arquitetura e o meio ambiente, além de terem modificado a dinâmica do comércio na orla central. O centro histórico acabou perdendo sua identidade litorânea por causa do afastamento do mar. No local onde os barcos chegavam para abastecer o Mercado Público, por exemplo, construíram aterros destinados a infraestruturas viárias, como rodoviária, terminais de ônibus e estacionamentos. As consequências desse desenvolvimento urbano renderam muitas discussões ao longo dos anos e os aterros são considerados por muitos estudiosos uma cicatriz na paisagem exuberante de Floripa. Até que no início dos anos 2010, a empreiteira OAS encomendou ao aflalo/gasperini arquitetos um masterplan de Florianópolis com o objetivo de revitalizar e levar o mar de volta para a região central. Então, a equipe do escritório, liderada pelo arquiteto José Luiz Lemos da Silva Neto, se dedicou a pensar em estratégias a fim de reorganizar esta área e propor um novo desenvolvimento urbanístico. O principal partido do projeto é a criação de um parque linear frente mar e a realocação de todos os equipamentos rodoviários, centro de eventos e sambódromo para o interior da ilha — o projeto também previa o acesso a eles via túnel. Além de ocupar a parte frontal, o parque também contaria com eixos verdes que levariam a vegetação para dentro até a Praça 15 de novembro, liberando a vista para o oceano, a exemplo do que acontece no bairro La Rambla, em Barcelona. A ideia era qualificar, criar vida e aumentar a circulação de pessoas na região à beira-mar novamente, que ganharia, inclusive, uma marina, boulevard interno, lotes para o desenvolvimento imobiliário de uso misto, com programas residenciais e comerciais. Um detalhe importante é que os edifícios teriam um gabarito baixo, respeitando a paisagem ao redor e propondo uma urbanização mais horizontalizada.

Colaboradores:
      Texto: Nádia Simonelli

Plantas e cortes: download PDF

2013

Masterplan Florianópolis

non edificata, masterplan

Local: não edificado
Área do Terreno: 4777.515
Área Construída:
Autores: Roberto Aflalo Filho, Luiz Felipe Aflalo Herman, José Luiz Lemos, Grazzieli Gomes

Ao caminhar pelo centro de Florianópolis, em Santa Catarina, é difícil acreditar que boa parte daquela região era banhada pelo mar até o começo dos anos 1970 — época em que se iniciou um processo de modernização da cidade. A região central sofreu interferência de aterros, assim como parte dos trechos de acesso ao Sul e ao Norte da Ilha. Essas obras alteraram radicalmente a relação entre a arquitetura e o meio ambiente, além de terem modificado a dinâmica do comércio na orla central. O centro histórico acabou perdendo sua identidade litorânea por causa do afastamento do mar. No local onde os barcos chegavam para abastecer o Mercado Público, por exemplo, construíram aterros destinados a infraestruturas viárias, como rodoviária, terminais de ônibus e estacionamentos. As consequências desse desenvolvimento urbano renderam muitas discussões ao longo dos anos e os aterros são considerados por muitos estudiosos uma cicatriz na paisagem exuberante de Floripa. Até que no início dos anos 2010, a empreiteira OAS encomendou ao aflalo/gasperini arquitetos um masterplan de Florianópolis com o objetivo de revitalizar e levar o mar de volta para a região central. Então, a equipe do escritório, liderada pelo arquiteto José Luiz Lemos da Silva Neto, se dedicou a pensar em estratégias a fim de reorganizar esta área e propor um novo desenvolvimento urbanístico. O principal partido do projeto é a criação de um parque linear frente mar e a realocação de todos os equipamentos rodoviários, centro de eventos e sambódromo para o interior da ilha — o projeto também previa o acesso a eles via túnel. Além de ocupar a parte frontal, o parque também contaria com eixos verdes que levariam a vegetação para dentro até a Praça 15 de novembro, liberando a vista para o oceano, a exemplo do que acontece no bairro La Rambla, em Barcelona. A ideia era qualificar, criar vida e aumentar a circulação de pessoas na região à beira-mar novamente, que ganharia, inclusive, uma marina, boulevard interno, lotes para o desenvolvimento imobiliário de uso misto, com programas residenciais e comerciais. Um detalhe importante é que os edifícios teriam um gabarito baixo, respeitando a paisagem ao redor e propondo uma urbanização mais horizontalizada.

Colaboradores:
      Texto: Nádia Simonelli

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