2017

Mercado Santo Amaro

non edificata, comercial

Local: não edificado
Área do Terreno: 10.000m²
Área Construída: m²
Autores: Luiz Felipe Aflalo Herman, Roberto Aflalo Filho, Grazzieli Gomes, José Luiz Lemos

Em setembro de 2017, os comerciantes que chegaram cedo ao Mercado Municipal de Santo Amaro para trabalhar depararam com o Corpo de Bombeiros em ação. O local havia sofrido um incêndio durante a madrugada e teve 40% das lojas destruídas. Pouco depois do acidente, a gestão do então prefeito João Doria procurou o escritório. Estava em busca de um projeto que convencesse a iniciativa privada a reconstruir o Mercado. A equipe, então, se debruçou sobre exemplos internacionais e casos paulistanos bem-sucedidos, como a reforma do Mercadão, na região central (desenvolvida pelo PPMS Arquitetos Associados), concluída em 2004, e o projeto original do Mercado Municipal de Pinheiros, de 1971, assinado por Eurico Prado Lopes e Luiz Telles. Estudou a topografia do terreno, a circulação ideal, levantou a quantidade de módulos necessários para abrigar os comércios e quiosques e imaginou novos usos, como shows e feiras de produtores. Veio dessa pesquisa a ideia de uma estrutura de madeira, modular, industrializada e de montagem rápida, para que o lugar pudesse voltar a operar rapidamente. A implantação em dois pavimentos, sendo que o superior é um mezanino, forma um átrio central com pé-direito alto – suficiente para acomodar um paisagismo com árvores – e coberturas inclinadas para favorecer a ventilação natural e a iluminação zenital. No térreo, o fechamento emprega blocos de concreto pré-moldados. No pavimento superior, venezianas de madeira se alternam com painéis de policarbonato, que aportam leveza ao conjunto e, à noite, realçam o edifício iluminado. Na grande praça central interna que surge com esta configuração, uma arquibancada funciona como local de descanso para os visitantes ou espaço para a plateia de eventuais atividades e apresentações. O Mercado foi, de fato, concedido pela Prefeitura à gestão da iniciativa privada e voltou a funcionar em 2022. Porém, a concessionária optou por outro caminho, sem levar em conta a realização desta proposta.

Colaboradores:
      Texto: Marianne Wenzel

Plantas e cortes: download PDF

2017

Mercado Santo Amaro

non edificata, comercial

Local: não edificado
Área do Terreno: 10.000
Área Construída:
Autores: Luiz Felipe Aflalo Herman, Roberto Aflalo Filho, Grazzieli Gomes, José Luiz Lemos

Em setembro de 2017, os comerciantes que chegaram cedo ao Mercado Municipal de Santo Amaro para trabalhar depararam com o Corpo de Bombeiros em ação. O local havia sofrido um incêndio durante a madrugada e teve 40% das lojas destruídas. Pouco depois do acidente, a gestão do então prefeito João Doria procurou o escritório. Estava em busca de um projeto que convencesse a iniciativa privada a reconstruir o Mercado. A equipe, então, se debruçou sobre exemplos internacionais e casos paulistanos bem-sucedidos, como a reforma do Mercadão, na região central (desenvolvida pelo PPMS Arquitetos Associados), concluída em 2004, e o projeto original do Mercado Municipal de Pinheiros, de 1971, assinado por Eurico Prado Lopes e Luiz Telles. Estudou a topografia do terreno, a circulação ideal, levantou a quantidade de módulos necessários para abrigar os comércios e quiosques e imaginou novos usos, como shows e feiras de produtores. Veio dessa pesquisa a ideia de uma estrutura de madeira, modular, industrializada e de montagem rápida, para que o lugar pudesse voltar a operar rapidamente. A implantação em dois pavimentos, sendo que o superior é um mezanino, forma um átrio central com pé-direito alto – suficiente para acomodar um paisagismo com árvores – e coberturas inclinadas para favorecer a ventilação natural e a iluminação zenital. No térreo, o fechamento emprega blocos de concreto pré-moldados. No pavimento superior, venezianas de madeira se alternam com painéis de policarbonato, que aportam leveza ao conjunto e, à noite, realçam o edifício iluminado. Na grande praça central interna que surge com esta configuração, uma arquibancada funciona como local de descanso para os visitantes ou espaço para a plateia de eventuais atividades e apresentações. O Mercado foi, de fato, concedido pela Prefeitura à gestão da iniciativa privada e voltou a funcionar em 2022. Porém, a concessionária optou por outro caminho, sem levar em conta a realização desta proposta.

Colaboradores:
      Texto: Marianne Wenzel

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