2022
Pavilhão Osaka
non edificata, institucional
Local: não edificado
Área do Terreno: 1735.95m²
Área Construída: m²
Autores: aflalo/gasperini arquitetos: Roberto Aflalo Filho ,Luiz Felipe Aflalo Herman, Grazzieli Gomes, José Luiz Lemos, Rodrigo Tamburus.
Oyapock Achitectes: Raphael Azevedo França, Adrien Mondine, Florent Descolas, Mathieu Garcia
Tradicionalmente, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações (Apex) promove um concurso de arquitetura para eleger o autor do pavilhão brasileiro na Exposição Universal, evento mundial que ocorre a cada cinco anos. Esta foi a proposta enviada pelo escritório, em parceria com o estúdio francês Oyapock Architectes, para a Expo Osaka, realizada em 2025. O projeto busca entrelaçar referências brasileiras e nipônicas tanto nas soluções de arquitetura quanto no conteúdo da exposição, que traça uma jornada espacial, digital e sensorial por temas como meio ambiente, povo e cultura, imigração japonesa, agricultura sustentável e energias limpas. Tudo parte da situação do terreno estreito, praticamente encostado nas construções vizinhas. Essa condição justifica a ênfase na fachada principal, que necessariamente dever transmitir a identidade do projeto. Dessa forma, a cortina de cordas e as paredes laterais de taipa simbolizam a brasilidade, enquanto a estrutura de cedro remete a uma solução construtiva muito difundida no Japão. Além disso, a equipe considerou que a utilização deste método facilitaria a montagem, a desmontagem e a destinação para outro uso no próprio país asiático. A modulação da estrutura – baseada na referência local, a medida do tatame – ajuda a atender o programa, que é complexo: deve prever recepção, loja, uma atração visual no térreo, espaços institucionais e restaurante com possibilidade de acesso exclusivo (pois funciona como local de reuniões entre autoridades). A opção por apoiar a estrutura nas paredes laterais gera o miolo livre de pilares, capaz de acomodar um paisagismo exuberante, que proporciona respiros entre os blocos. A alternância entre áreas cobertas e abertas é outra referência ao modo de viver japonês, que valoriza o contato com a natureza e o ar livre mesmo em construções pequenas. Internamente, as cordas reaparecem ora como divisórias entre as salas ora como suporte para projeções. Também atuam como brises, filtrando a insolação, e balançam suavemente conforme as correntes de ar atravessam o pavilhão naturalmente ventilado. O percurso culmina em um redário no primeiro pavimento, um espaço cercado de painéis de led, que preenchem toda a volta da estrutura de madeira e projetam imagens da floresta, em uma imersão contemplativa nesse bioma. Os três andares acima acomodam espaço multiuso e sala vip, restaurante e, no topo, bar com mirante para ilha de Yumeshima.
Colaboradores:
Equipe: Alan Lima, Daniela Hummel Mungai, Felipe Sato, Lais de Luna, Mariana Moro, Rafael Lima, Philippe Cegielny, Magaux Bosset, Zareen Kadimi, Rémy Raffourt, Camille Molini.
Expografia: Glória Afflalo.
Engenharia: Murilo Negreli.
Texto: Marianne Wenzel
2022
Pavilhão Osaka
non edificata, institucional
Local: não edificado
Área do Terreno: 1735.95
Área Construída:
Autores: aflalo/gasperini arquitetos: Roberto Aflalo Filho ,Luiz Felipe Aflalo Herman, Grazzieli Gomes, José Luiz Lemos, Rodrigo Tamburus.
Oyapock Achitectes: Raphael Azevedo França, Adrien Mondine, Florent Descolas, Mathieu Garcia
Tradicionalmente, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações (Apex) promove um concurso de arquitetura para eleger o autor do pavilhão brasileiro na Exposição Universal, evento mundial que ocorre a cada cinco anos. Esta foi a proposta enviada pelo escritório, em parceria com o estúdio francês Oyapock Architectes, para a Expo Osaka, realizada em 2025. O projeto busca entrelaçar referências brasileiras e nipônicas tanto nas soluções de arquitetura quanto no conteúdo da exposição, que traça uma jornada espacial, digital e sensorial por temas como meio ambiente, povo e cultura, imigração japonesa, agricultura sustentável e energias limpas. Tudo parte da situação do terreno estreito, praticamente encostado nas construções vizinhas. Essa condição justifica a ênfase na fachada principal, que necessariamente dever transmitir a identidade do projeto. Dessa forma, a cortina de cordas e as paredes laterais de taipa simbolizam a brasilidade, enquanto a estrutura de cedro remete a uma solução construtiva muito difundida no Japão. Além disso, a equipe considerou que a utilização deste método facilitaria a montagem, a desmontagem e a destinação para outro uso no próprio país asiático. A modulação da estrutura – baseada na referência local, a medida do tatame – ajuda a atender o programa, que é complexo: deve prever recepção, loja, uma atração visual no térreo, espaços institucionais e restaurante com possibilidade de acesso exclusivo (pois funciona como local de reuniões entre autoridades). A opção por apoiar a estrutura nas paredes laterais gera o miolo livre de pilares, capaz de acomodar um paisagismo exuberante, que proporciona respiros entre os blocos. A alternância entre áreas cobertas e abertas é outra referência ao modo de viver japonês, que valoriza o contato com a natureza e o ar livre mesmo em construções pequenas. Internamente, as cordas reaparecem ora como divisórias entre as salas ora como suporte para projeções. Também atuam como brises, filtrando a insolação, e balançam suavemente conforme as correntes de ar atravessam o pavilhão naturalmente ventilado. O percurso culmina em um redário no primeiro pavimento, um espaço cercado de painéis de led, que preenchem toda a volta da estrutura de madeira e projetam imagens da floresta, em uma imersão contemplativa nesse bioma. Os três andares acima acomodam espaço multiuso e sala vip, restaurante e, no topo, bar com mirante para ilha de Yumeshima.
Colaboradores:
Equipe: Alan Lima, Daniela Hummel Mungai, Felipe Sato, Lais de Luna, Mariana Moro, Rafael Lima, Philippe Cegielny, Magaux Bosset, Zareen Kadimi, Rémy Raffourt, Camille Molini.
Expografia: Glória Afflalo.
Engenharia: Murilo Negreli.
Texto: Marianne Wenzel



















