2019
Salma Tower
escritório
Local: São Paulo/SP
Área do Terreno: 3.379m²
Área Construída: 36.316m²
Autores: Luiz Felipe Aflalo Herman, Roberto Aflalo Filho, Grazzieli Gomes Rocha, José Luiz Lemos.
Localizado em um terreno que ocupa metade de um quarteirão entre a Rua Professor Atílio Innocenti, a Avenida Horácio Lafer e a Avenida Faria Lima, o Salma Tower propõe uma nova relação entre edifício corporativo e cidade. O projeto organiza os acessos por três frentes e elimina muros e gradis no térreo, permitindo que restaurantes, comércios e áreas de permanência se integrem aos fluxos urbanos e ampliem a vida nas calçadas.
Ao longo dos 16 pavimentos, a arquitetura incorpora uma solução que define a identidade do edifício: bosques elevados distribuídos em todos os andares. Com aproximadamente 110 metros quadrados cada, esses jardins de pé-direito duplo são organizados em espiral ao redor do núcleo central de circulação e totalizam 1.760 metros quadrados de vegetação, em vez de ocupar apenas o térreo ou a cobertura, as árvores passam a fazer parte da experiência cotidiana dos ambientes de trabalho.
O partido projetual pautado na biofilia exigiu o desenvolvimento conjunto entre arquitetura, engenharia e paisagismo. Espécies nativas da Mata Atlântica adaptadas às condições urbanas foram selecionadas para compor os bosques, enquanto sistemas automatizados de irrigação e substratos de baixa densidade permitiram a implantação dos jardins sem comprometer o desempenho estrutural do edifício. Além de qualificar os espaços de convivência, a vegetação atua como proteção térmica e acústica, contribuindo para a criação de um microclima nos terraços e ambientes internos.
Esses espaços arborizados também foram concebidos para estimular diferentes formas de ocupação, por exemplo, quando uma mesma empresa utiliza mais de um pavimento, os terraços podem ser conectados por escadas, formando percursos contínuos entre os andares, assim reuniões informais, pausas e momentos de convivência passam a acontecer em contato direto com a vegetação, ampliando as possibilidades de uso dos espaços corporativos.
O desempenho ambiental do edifício resulta da combinação entre soluções passivas e sistemas de alta eficiência. Grandes caixilhos permitem a abertura dos ambientes para os terraços arborizados, favorecendo a renovação natural do ar, enquanto perfis fixos que compõe a caixilharia protegem as fachadas da incidência solar direta, vidros insulados de alto desempenho complementam esse conjunto de estratégias, reduzindo as cargas térmicas e contribuindo para diminuir a demanda por climatização artificial.
A escolha dos materiais também responde a critérios de durabilidade e desempenho, como o pedras naturais, vidro de alta performance, painéis de zinco e madeira cumaru compõem uma paleta reduzida que privilegia a longevidade da construção e reforça a clareza da solução arquitetônica. O edifício recebeu a certificação LEED Platinum, alcançando 83 pontos na categoria LEED v4 BD+C: Core & Shell, uma das maiores pontuações obtidas no país.
No lobby, um grande painel do artista britânico Damien Hirst, visível da Avenida Faria Lima através da fachada envidraçada e do pé-direito triplo, incorpora a arte ao percurso cotidiano de quem circula pelo edifício e pela cidade.
O Salma Tower propõe uma nova forma de ocupar os edifícios corporativos. A vegetação deixa de ser um elemento complementar da arquitetura e passa a participar da organização dos espaços, das estratégias ambientais e da experiência de quem trabalha no edifício, estabelecendo uma relação mais próxima entre natureza, cidade e ambiente de trabalho.
Colaboradores:
Coordenação: Fabiano Sinibaldi / Flávia Marcondes. Equipe: Gustavo Dias, Bruno Vargas, Felipe Sato, Gabriel Braga, Bruno Leria. Marketing e Comunicação: Lais de Luna.
2019
Salma Tower
escritório
Local: São Paulo/SP
Área do Terreno: 3.379
Área Construída: 36.316
Autores: Luiz Felipe Aflalo Herman, Roberto Aflalo Filho, Grazzieli Gomes Rocha, José Luiz Lemos.
Localizado em um terreno que ocupa metade de um quarteirão entre a Rua Professor Atílio Innocenti, a Avenida Horácio Lafer e a Avenida Faria Lima, o Salma Tower propõe uma nova relação entre edifício corporativo e cidade. O projeto organiza os acessos por três frentes e elimina muros e gradis no térreo, permitindo que restaurantes, comércios e áreas de permanência se integrem aos fluxos urbanos e ampliem a vida nas calçadas.
Ao longo dos 16 pavimentos, a arquitetura incorpora uma solução que define a identidade do edifício: bosques elevados distribuídos em todos os andares. Com aproximadamente 110 metros quadrados cada, esses jardins de pé-direito duplo são organizados em espiral ao redor do núcleo central de circulação e totalizam 1.760 metros quadrados de vegetação, em vez de ocupar apenas o térreo ou a cobertura, as árvores passam a fazer parte da experiência cotidiana dos ambientes de trabalho.
O partido projetual pautado na biofilia exigiu o desenvolvimento conjunto entre arquitetura, engenharia e paisagismo. Espécies nativas da Mata Atlântica adaptadas às condições urbanas foram selecionadas para compor os bosques, enquanto sistemas automatizados de irrigação e substratos de baixa densidade permitiram a implantação dos jardins sem comprometer o desempenho estrutural do edifício. Além de qualificar os espaços de convivência, a vegetação atua como proteção térmica e acústica, contribuindo para a criação de um microclima nos terraços e ambientes internos.
Esses espaços arborizados também foram concebidos para estimular diferentes formas de ocupação, por exemplo, quando uma mesma empresa utiliza mais de um pavimento, os terraços podem ser conectados por escadas, formando percursos contínuos entre os andares, assim reuniões informais, pausas e momentos de convivência passam a acontecer em contato direto com a vegetação, ampliando as possibilidades de uso dos espaços corporativos.
O desempenho ambiental do edifício resulta da combinação entre soluções passivas e sistemas de alta eficiência. Grandes caixilhos permitem a abertura dos ambientes para os terraços arborizados, favorecendo a renovação natural do ar, enquanto perfis fixos que compõe a caixilharia protegem as fachadas da incidência solar direta, vidros insulados de alto desempenho complementam esse conjunto de estratégias, reduzindo as cargas térmicas e contribuindo para diminuir a demanda por climatização artificial.
A escolha dos materiais também responde a critérios de durabilidade e desempenho, como o pedras naturais, vidro de alta performance, painéis de zinco e madeira cumaru compõem uma paleta reduzida que privilegia a longevidade da construção e reforça a clareza da solução arquitetônica. O edifício recebeu a certificação LEED Platinum, alcançando 83 pontos na categoria LEED v4 BD+C: Core & Shell, uma das maiores pontuações obtidas no país.
No lobby, um grande painel do artista britânico Damien Hirst, visível da Avenida Faria Lima através da fachada envidraçada e do pé-direito triplo, incorpora a arte ao percurso cotidiano de quem circula pelo edifício e pela cidade.
O Salma Tower propõe uma nova forma de ocupar os edifícios corporativos. A vegetação deixa de ser um elemento complementar da arquitetura e passa a participar da organização dos espaços, das estratégias ambientais e da experiência de quem trabalha no edifício, estabelecendo uma relação mais próxima entre natureza, cidade e ambiente de trabalho.
Colaboradores:
Coordenação: Fabiano Sinibaldi / Flávia Marcondes. Equipe: Gustavo Dias, Bruno Vargas, Felipe Sato, Gabriel Braga, Bruno Leria. Marketing e Comunicação: Lais de Luna.



















