1992
World Trade Center SP
shopping, escritório
Local: São Paulo, SP
Área do Terreno: 23.470m²
Área Construída: 162.500m²
Autores: Roberto Aflalo Filho, Luiz Felipe Aflalo Herman e Gian Carlo Gasperini
No início da década de 1990, a aflalo/gasperini arquitetos se adaptava às transformações tecnológicas pelas quais o mundo atravessava ao mesmo tempo em que estava à frente de um projeto inovador para a época e um dos maiores já realizados pelo escritório — tanto pela escala quanto pela complexidade. Com prédios ao redor do mundo, a grife World Trade Center se estabeleceu em São Paulo por meio de uma iniciativa do empresário Gilberto Bomeny, que viabilizou a obra com o apoio de diversos fundos de pensão. Implantado às margens da Marginal Pinheiros, entre a Ponte do Morumbi e a Avenida Juscelino Kubitschek, o conjunto tinha um programa inédito no Brasil, que incluía torre de escritórios, shopping, hotel, centro de convenções e exposições e garagem para mais de 2 mil vagas. Por isso, funcionaria como um lugar para reunir pessoas e empresas em uma atmosfera de inovação e networking. Um fato interessante é que este foi o primeiro projeto do escritório a ser feito no CAD, um software de arquitetura usado para criar maquetes em 3D. Além da recente familiaridade com a tecnologia, outro desafio foram os computadores, que na época não eram tão potentes como na atualidade, fazendo com que a renderização das imagens fosse bem lenta, ainda mais em um projeto de grandes dimensões como este — a área total ultrapassa os 100 mil metros quadrados. Com fachada ventilada de granito cinza, a torre se destaca no conjunto e revela uma inspiração no tema das grelhas, que marcou a produção do escritório em outros projetos emblemáticos, como a série e edifícios Atrium. Já o hotel foi projetado com uma volumetria em L e gabarito mais baixo para diferenciá-lo do prédio de escritórios. O shopping, por sua vez, recebeu uma fachada bastante fechada e toda revestida de vidro espelhado para sugerir leveza. No lado de dentro, um detalhe incomum: o piso é todo de carpete, o que trazia um ar intimista de sofisticação ao centro de compras especializado em lojas de decoração. Totalmente aberto ao entorno e com fácil acesso, o complexo tem diversas entradas, sendo a principal delas a da Marginal Pinheiros. O World Trade Center São Paulo segue sendo um dos principais centros de convenções da cidade, reunindo profissionais de diversos setores, além de ser um endereço essencial para quem está montando uma casa nova ou deseja apenas ficar por dentro dos principais lançamentos do design nacional.
Colaboradores:
Coordenadores: Carlos Fernando do Amaral Guimarães, Léa Vaidergorin Rzezak.
Equipe: Jean Sauveur, Carlos Alberto Garcia, Renat Trussardi Paolini, Antônio Carlos Ogando de Oliveira, Maria Cristina C.R. André, Izabel Coimbra da Silva Garcia, Márcia Soares, Nauria Gussoni di Giovanni.
Texto: Nádia Simonelli
1992
World Trade Center SP
shopping, escritório
Local: São Paulo, SP
Área do Terreno: 23.470
Área Construída: 162.500
Autores: Roberto Aflalo Filho, Luiz Felipe Aflalo Herman e Gian Carlo Gasperini
No início da década de 1990, a aflalo/gasperini arquitetos se adaptava às transformações tecnológicas pelas quais o mundo atravessava ao mesmo tempo em que estava à frente de um projeto inovador para a época e um dos maiores já realizados pelo escritório — tanto pela escala quanto pela complexidade. Com prédios ao redor do mundo, a grife World Trade Center se estabeleceu em São Paulo por meio de uma iniciativa do empresário Gilberto Bomeny, que viabilizou a obra com o apoio de diversos fundos de pensão. Implantado às margens da Marginal Pinheiros, entre a Ponte do Morumbi e a Avenida Juscelino Kubitschek, o conjunto tinha um programa inédito no Brasil, que incluía torre de escritórios, shopping, hotel, centro de convenções e exposições e garagem para mais de 2 mil vagas. Por isso, funcionaria como um lugar para reunir pessoas e empresas em uma atmosfera de inovação e networking. Um fato interessante é que este foi o primeiro projeto do escritório a ser feito no CAD, um software de arquitetura usado para criar maquetes em 3D. Além da recente familiaridade com a tecnologia, outro desafio foram os computadores, que na época não eram tão potentes como na atualidade, fazendo com que a renderização das imagens fosse bem lenta, ainda mais em um projeto de grandes dimensões como este — a área total ultrapassa os 100 mil metros quadrados. Com fachada ventilada de granito cinza, a torre se destaca no conjunto e revela uma inspiração no tema das grelhas, que marcou a produção do escritório em outros projetos emblemáticos, como a série e edifícios Atrium. Já o hotel foi projetado com uma volumetria em L e gabarito mais baixo para diferenciá-lo do prédio de escritórios. O shopping, por sua vez, recebeu uma fachada bastante fechada e toda revestida de vidro espelhado para sugerir leveza. No lado de dentro, um detalhe incomum: o piso é todo de carpete, o que trazia um ar intimista de sofisticação ao centro de compras especializado em lojas de decoração. Totalmente aberto ao entorno e com fácil acesso, o complexo tem diversas entradas, sendo a principal delas a da Marginal Pinheiros. O World Trade Center São Paulo segue sendo um dos principais centros de convenções da cidade, reunindo profissionais de diversos setores, além de ser um endereço essencial para quem está montando uma casa nova ou deseja apenas ficar por dentro dos principais lançamentos do design nacional.
Colaboradores:
Coordenadores: Carlos Fernando do Amaral Guimarães, Léa Vaidergorin Rzezak.
Equipe: Jean Sauveur, Carlos Alberto Garcia, Renat Trussardi Paolini, Antônio Carlos Ogando de Oliveira, Maria Cristina C.R. André, Izabel Coimbra da Silva Garcia, Márcia Soares, Nauria Gussoni di Giovanni.
Texto: Nádia Simonelli















